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PL da ALEMS propõe inclusão do mel na alimentação escolar. Proposta busca incentivar a produção local e fortalecer a agricultura familiar Foto: ALEMS

ALEMS: Projeto garante prioridade a mel da agricultura familiar na merenda das escolas estaduais

PL da ALEMS propõe inclusão do mel na alimentação escolar

PL da ALEMS propõe inclusão do mel no cardápio das escolas de MS. O Projeto de Lei 98/2026 apresentado pelo deputado estadual Pedrossian Neto (Republicanos) propõe que o mel produzido por apicultores e meliponicultores da agricultura familiar de MS passe a ter prioridade de inclusão nos cardápios da alimentação escolar da rede estadual de ensino. A proposta, que começou a tramitar (8) na Assembleia Legislativa (ALEMS), busca incentivar a produção local, fortalecer a agricultura familiar e ampliar a oferta de alimentos naturais aos estudantes, sem desrespeitar as normas técnicas e sanitárias vigentes.

Inclusão do mel deve seguir diretrizes do PNAE

Pelo texto, a inclusão do mel deve seguir, primeiramente, as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Deve-se respeitar, ademais, o planejamento elaborado pelos nutricionistas responsáveis. Consideram-se, igualmente, as necessidades nutricionais dos alunos. Observam-se, ainda, as restrições para determinadas faixas etárias. É exigida, finalmente, a disponibilidade de produtos com registro sanitário e certificação de qualidade.

A proposta estabelece, outrossim, um critério de compra preferencial. Quando houver compatibilidade com o planejamento escolar, prioriza-se a chamada pública. Favorecem-se, nesse sentido, agricultores familiares cadastrados no CAF. Priorizam-se, do mesmo modo, associações e cooperativas. Beneficiam-se, finalmente, grupos de mulheres e jovens produtores rurais de Mato Grosso do Sul.

Segundo a justificativa apresentada pelo parlamentar, a medida pretende conciliar alimentação saudável com o fortalecimento da cadeia produtiva do mel no Estado. O deputado destaca que a apicultura e a meliponicultura desempenham papel importante na geração de renda no campo, na diversificação da produção agrícola e na sustentabilidade ambiental. O projeto ressalta ainda que não haverá obrigatoriedade de oferta do mel em quantidade ou frequência determinadas. A implementação será gradual e dependerá da capacidade de fornecimento dos produtores, da disponibilidade orçamentária e do planejamento técnico da alimentação escolar, sem criar novos órgãos ou despesas sem previsão no orçamento.

Fonte: ALEMS