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Mesmo faltando 13 dias para o fim do ano, especialistas recomendam que os pais já comecem a analisar características que a escola deve ter

Confira 10 dicas para escolher melhor a escola dos filhos

Os pais devem levar em consideração alguns pontos básicos para optar pela melhor escola para os estudante de todas as séries

Estrutura física, adequação da proposta pedagógica e uso da tecnologia são aspectos que os pais devem levar em conta no momento de escolher a escola certa para os seus filhos.

Mesmo faltando 13 dias para o fim do ano, especialistas recomendam que os pais já comecem a analisar características que a escola deve ter para oferecer as melhores condições de educação para os seus filhos.

Para os vestibulandos, ou seja, os que entrarão no terceiro ano do ensino médio em 2024 e que, portanto, devem fazer o Enem 2024 e processos seletivos para ingresso às universidades, a análise dos aspectos oferecidos pelas escolas deve ser ainda mais minucioso.

Como escolher a escola certa para o filho?

Segundo o Diretor de Ensino e Inovações Educacionais do SAS Plataforma de Educação, Ademar Celedônio, a instituição de ensino será decisiva para o desenvolvimento das crianças e jovens, com pesos e impactos diferentes em cada idade. Mas igualmente importante em todas elas.

Assim, para o profissional, os pais devem levar em consideração alguns pontos básicos para optar pela melhor escola para os estudante de todas as séries. Mas, ele ressalta que a opinião do filho é importante.

Dayse Campos, diretora da escola curitibana Interpares, comenta que a  escolha da metodologia abordada pela escola desempenha um papel essencial no desenvolvimento acadêmico, social e emocional das crianças e adolescentes. Por isso, deve-se fazer a escolha com cuidado.

“A escola se torna um caldeirão de ideias e sinapses, onde a curiosidade é alimentada e o pensamento crítico é estimulado. Além disso, é na escola que a criança e o adolescente tem, hoje, suas principais oportunidades de socialização e vínculos. Os relacionamentos construídos são, geralmente, o que as famílias mais levam em conta na hora de trocar ou não de escola”, explica ela.

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10 dicas para escolher a melhor escola para os filhos 

1) Conferir a estrutura física da escola

Antes de escolher a escola, é interessante que os pais façam uma visita e chequem as instalações físicas em todos os aspectos: qualidade, higiene e segurança.

Portanto, os pais devem verificar as salas de aula, biblioteca, laboratórios, refeitórios, áreas de lazer e exercício e banheiros.

2) Analisar a adequação da proposta pedagógica

A proposta pedagógica da escola também deve ser levada em conta na opinião de Ademar Celedônio, diretor da plataforma SAS.

“É importante analisar o perfil e os gostos do aluno, ainda que ele seja criança, o que os pais e responsáveis desejam para o futuro do aluno e, principalmente, se a proposta está adequada às normas da BNCC (Base Nacional Comum Curricular)”, recomenda.

3) Valorizar a diversidade e inclusão

No momento de optar por um colégio para os filhos, os pais precisam analisar o cuidado da escola em relação à diversidade e inclusão.

Também é preciso conferir as adequações dos espaços físicos, dos materiais didáticos e das atividades.

4) Avaliar o uso de tecnologia e cultura digital

Plataformas digitais e atividades gamificadas são algumas das ferramentas que podem elevar o nível de engajamento e interação dos alunos com os conteúdos das aulas, já que estão acostumados a lidar com elas nos momentos de lazer.

5) Conferir se há ensino bilíngue

Celedônio reforça que aos pais que valorizam o ensino bilíngue devem levar em conta que, muitas vezes, o valor desse serviço está acrescido na mensalidade, que deve ser mais alta que as demais escolas.

“Porém, o valor pode compensar caso o pai tenha que arcar com cursos fora do colégio. Que incluem a matrícula, material didático e transporte até o local. Sobre este ponto, é importante considerar que, quanto mais cedo o aluno tiver contato com a língua estrangeira, mais rápido ele se familiariza com ela e absorve o aprendizado”, lembra.

6) Focar no cuidado socioemocional

Para Celedônio, ter um apoio de psicopedagogos e psicólogos é fundamental para que a criança ou o jovem se sintam acolhidos no ambiente escolar, onde passarão a maior parte do dia. Além de visar o equilíbrio emocional dos discentes. Aliás, esse suporte pode contribuir ainda com a recuperação das lacunas da aprendizagem e a retomada do convívio social pós pandemia.

7) Verificar o corpo docente e comunidade escolar

Crianças e jovens convivem por um longo período com os professores, coordenadores, diretores, inspetores, seguranças, secretários, merendeiros e auxiliares de limpeza.

“Portanto, conversar com o time de profissionais que estará presente no dia a dia dos filhos e entender sua dinâmica de interação é parte importante para conhecer a escola mais a fundo”, salienta o profissional.

8) Avaliar o sistema de ensino

Conhecer o tipo de material didático utilizado pela escola é de extrema importância para confirmar se esta é ou não ideal para o seu filho.

“A adoção de um sistema pode ser um grande diferencial da instituição que, quando bem assessorada, garante que seu time esteja mais bem preparado e constantemente atento às mudanças que acontecem dentro e fora da instituição e às quais esta deve se adequar”, lembra.

9) Mensurar a distância e valor da mensalidade

Analisar a distância de casa até o colégio e o valor da mensalidade são fatores importantes, sem dúvidas. Mas não os principais na hora de fazer a escolha. No entanto, uma mensalidade mais alta não significa uma educação de melhor qualidade. Pois, conforme dito, a escola ideal é aquela na qual a família e o filho se adequam de acordo com seus gostos e princípios.

“Vale considerar que uma mudança de escola em meio ao ano letivo pode atrapalhar o desempenho do aluno. Por isso, escolha a instituição mais viável para toda a família”, aconselha o profissional.

10) Checar indicações e recomendações

Para Celedônio, ouvir outros pais, professores e comunidade ao redor, especialmente se a família estiver de mudança de bairro, cidade ou mesmo de país. Aliás, é importante para pegar percepções e avaliar pontos que a família talvez ainda não tenha considerado ou que sejam muito particulares de cada escola.

Fonte: terra