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Descubra por que as chuteiras rosas dominam a Copa do Mundo. Entenda a ciência do contraste e a tecnologia por trás desse fenômeno visual. Na estreia do Brasil no Mundial, Vini Jr. e Bruno Guimarães entraram em campo com chuteiras rosas e chamaram a atenção dos torcedores. Foto: Nelson Terme/CBF

Chuteiras rosas na Copa do Mundo têm a ver com arco-íris, TV de tubo e ‘gambiarra’ do cérebro; entenda o mistério

Entenda a física por trás das chuteiras rosas que dominam os gramados da Copa do Mundo

Não é só às quartas (de Brasileirão) que usamos rosa. É em basicamente todos os jogos da Copa do Mundo de 2026, em que muitos jogadores usam chuteiras rosas nas partidas. Só no Brasil, já vimos Alisson, Vini Júnior, Bruno Guimarães, Endrick e Rafinha, por exemplo. Todas as grandes marcas de trajes esportivos lançaram uma versão magenta do produto para o Mundial.

Mas não é só por marketing (claro que há um interesse comercial na moda) ou por bom gosto. Existe uma explicação física para essa escolha: o rosa-choque contrasta com o verde do gramado e chama a atenção do torcedor, especialmente nas transmissões televisivas.

Abaixo, entenda por que isso ocorre:

Imagine as ondas do mar. Se você olhar o rastro delas, algumas vêm em uma sequência bem espaçada, enquanto outras chegam coladinhas umas às outras, quebrando bem rápido.

Pois bem: as ondas de luz também têm esses espaçamentos e podem ser medidas. Dependendo do tamanho delas, nós as enxergamos de determinada cor.

Os olhos humanos percebem os comprimentos de onda mais longos como vermelhos, os intermediários como verdes e os mais curtos como azuis e violetas.

Se você olhar atentamente para um arco-íris real, vai notar algo intrigante: não existe rosa ali. Não há um comprimento de onda puramente “rosa”.