No momento, você está visualizando Soja abre agosto em queda na Bolsa de Chicago com clima favorável nos EUA e pressão do petróleo
Confira como a soja opera em baixa na Bolsa de Chicago neste início de agosto, pressionada por previsões climáticas favoráveis no Meio-Oeste dos EUA e pelo forte recuo nos preços do petróleo. Foto: Diego Vara/Reuters

Soja abre agosto em queda na Bolsa de Chicago com clima favorável nos EUA e pressão do petróleo

Fundos reduzem posições e soja opera em baixa na Bolsa de Chicago, com foco no clima dos EUA neste começo de agosto

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago iniciaram o mês de agosto em baixa, ampliando o movimento de pressão observado no fim da semana passada. O mercado segue reagindo às previsões de chuvas para importantes áreas produtoras do Meio-Oeste dos Estados Unidos, em um momento decisivo para o desenvolvimento das lavouras, além da perspectiva de uma oferta global confortável.

Perto das 7h15 (horário de Brasília), as principais posições registravam perdas moderadas, com o mercado testando os menores níveis das últimas quatro semanas. As baixas variavam de 3 e 6 pontos, com o agosto valendo US$ 11,69, o novembro US$ 11,81 e o janeiro/27, US$ 11,95 por bushel.

As previsões meteorológicas indicam a chegada de precipitações em áreas-chave do cinturão produtor norte-americano justamente durante a fase de formação e enchimento de vagens. Considerada uma das mais importantes para a definição do potencial produtivo da safra. Com isso, os fundos voltam a reduzir posições compradas e intensificam a realização de lucros.

Os mapas atualizados pelo NOAA, o departamento oficial de clima dos EUA, no entanto, apontam para chuvas menos volumosas do que mostravam na semana passada. A imagem abaixo traz a previsão de chuvas para os próximos cinco dias.

Além do clima, o mercado continua avaliando o cenário de oferta mundial. O Brasil caminha para mais um ciclo de exportações volumosas. Enquanto a demanda internacional, apesar de seguir ativa, não tem sido suficiente para neutralizar o peso das expectativas de produção elevada nos principais países exportadores.

Demanda externa segue sustentando os preços

Ainda assim, o lado da demanda permanece no radar. As vendas externas dos Estados Unidos seguem mostrando bom ritmo nas últimas semanas, fator que limita perdas mais intensas e mantém parte dos investidores cautelosos diante da possibilidade de novas compras por parte da China e de outros importadores.

No mercado financeiro, os operadores também acompanham o comportamento do dólar, do petróleo e dos derivados da soja, especialmente óleo e farelo, que continuam influenciando a formação dos preços na CBOT. Nesta manhã de segunda-feira, recuam os futuros do farelo e do óleo de soja. O milho também trabalha em campo negativo.

Ao longo do dia, a atenção permaneceu voltada para as atualizações dos mapas meteorológicos e para qualquer novidade envolvendo a demanda internacional. Fatores que devem continuar determinando a direção das cotações nesta primeira sessão de agosto.

Por fim, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou (3) a retomada das negociações com o Irã. E, diante das possibilidades, as cotações do petróleo perdem quase 6%, tanto no Brent quanto no WTI, o que também pesa sobre as commodities neste início de semana. O Irã, porém, nega a notícia de que as duas nações estejam negociando.

Fonte: notícias agrícolas