Campo Grande conta com patinetes compartilhados
Campo Grande passou a contar com patinetes compartilhados; uma nova alternativa de deslocamento urbano. A empresa JET iniciou a operação experimental de patinetes elétricos compartilhados na Capital, com 400 equipamentos disponíveis em bairros da região central. O lançamento foi realizado na Praça Ary Coelho, com acompanhamento técnico da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).
Nesta etapa inicial, os patinetes atendem os bairros Centro, Jardim dos Estados e Vila do Polonês, além de trechos do Parque Ecológico do Sóter, onde a circulação ocorre com velocidade reduzida. A proposta é ampliar as opções de micromobilidade urbana e acompanhar, na prática, como o serviço se integra à rotina da cidade, à infraestrutura cicloviária e ao deslocamento de moradores e visitantes.
De acordo com o diretor-presidente da Agetran, Ciro Ferreira, a operação experimental permitirá ao município compreender melhor a demanda e o funcionamento desse tipo de modal em Campo Grande.
Crescimento da demanda por este tipo de mobilidade
“Nós identificamos o crescimento desse tipo de mobilidade”, afirmou. “Entendemos, portanto, a necessidade de realizar um teste prático. O objetivo é entender como isso funciona dentro do município. Além disso, precisamos verificar quais providências são necessárias. Busca-se, outrossim, promover uma integração segura dessa mobilidade. Ela deve ocorrer com os demais usuários das vias e das ciclovias. Deve-se considerar, igualmente, a convivência com os pedestres. Essa etapa é, fundamentalmente, essencial para o planejamento urbano”.
O serviço é contratado pelo aplicativo GO JET, disponível para Android e iOS. Os valores em Campo Grande começam em R$ 0,99 pelo desbloqueio e a partir de R$ 0,39 por minuto de uso, com informações disponíveis diretamente na plataforma antes da confirmação da corrida. O aplicativo também oferece pacotes de minutos e plano de assinatura mensal para usuários frequentes.
Os patinetes contam com sistema de freios, luz traseira, placa de identificação, monitoramento por GPS e velocidade máxima de 20 km/h, conforme as regras vigentes. O uso é permitido para maiores de 18 anos e deve ser feito de forma individual. A devolução dos equipamentos precisa ocorrer nos pontos indicados no aplicativo, sem obstrução de calçadas, faixas de pedestres, rampas de acessibilidade ou acessos veiculares.
Durante a fase de testes, a Agetran fará o acompanhamento rigoroso da operação. O monitoramento vai se basear, primordialmente, em informações sobre uso, demanda e circulação.
Esses dados poderão subsidiar, posteriormente, futuras definições sobre a regulamentação. Trata-se, portanto, de um passo essencial para o sistema de micromobilidade compartilhada em Campo Grande.
Fonte: PM CG





