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Dados da CNDL e SPC Brasil revelam que a busca por crédito disparou no país, impulsionada pela necessidade dos brasileiros de reorganizar o orçamento. Foto: Reprodução/Gemini

Busca por crédito entre brasileiros cresce 47,75%, mas contratação alcança 3,41%, aponta pesquisa

Mesmo com o crescimento na busca por crédito, restrições financeiras e rigor dos bancos limitam o acesso de grande parte dos brasileiros às linhas de financiamento

A busca dos brasileiros por crédito cresceu 47,75% em julho na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil. Apesar do avanço, apenas 3,41% dos consumidores consultados contrataram algum serviço de crédito no período.

Na passagem de junho para julho, o volume de consultas realizadas por instituições do setor financeiro aumentou 8,37%. O indicador mostra quantas vezes as empresas verificaram os dados dos consumidores durante análises para a concessão de empréstimos, financiamentos e outros serviços.

Entre os consumidores que contrataram crédito, 89,34% recorreram a empréstimos e 8,79% optaram por financiamentos. A pesquisa não informa se os demais tiveram os pedidos negados ou desistiram da contratação.

Por outro lado, o levantamento também mostra que 38,48% das pessoas consultadas tinham alguma restrição financeira ativa no momento da análise. Na prática, isso significa que possuíam registros que poderiam dificultar a aprovação do crédito, como dívidas atrasadas.

Crédito ainda enfrenta barreiras entre brasileiros

“O crédito desempenha um papel fundamental para a movimentação da economia e a realização de projetos das famílias brasileiras, mas a alta incidência de restrições financeiras e de inadimplência acaba funcionando como uma forte barreira, dificultando significativamente o acesso da população a novas linhas de financiamento e empréstimo”, afirmou José César da Costa, presidente da CNDL, em nota.

Os homens representaram 53,81% das pessoas que buscaram crédito em julho. Por idade, o grupo de 40 a 49 anos teve a maior participação, com 24,17% do total.

O Sudeste concentrou 45,74% das consultas realizadas no país. Em seguida apareceram Nordeste, com 21,47%; Sul, com 17,46%; Centro-Oeste, com 8,49%; e Norte, com 6,84%.

A alta da procura ocorre com o crédito ainda caro e a inadimplência elevada. Esse cenário pode levar famílias a buscar novos empréstimos para reorganizar o orçamento, mas também torna bancos e financeiras mais rigorosos na análise dos pedidos.

Fonte: veja