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Aeroporto de Dourados passa por nova fase de obras. Agora o Governo de MS realiza a construção do novo receptivo de passageiros Imagem: Reprodução

Obra no aeroporto de Dourados prevê investimento de R$ 38 milhões e deve ser concluída em 2027

Aeroporto de Dourados passa por nova fase de obras

Após retomar as atividades em setembro de 2025 depois de quatro anos fechado para voos comerciais, o Aeroporto de Dourados passa por uma nova fase de obras.

Com um investimento de R$ 97 milhões em obras de infraestrutura, agora o Governo de Mato Grosso do Sul realiza a construção do novo receptivo de passageiros. A iniciativa prevê um investimento de R$ 38 milhões e o recurso vem de uma parceria entre o Governo Estadual e a União através do Ministério dos Portos e Aeroportos e da Secretaria de Aviação Civil (SAC).

A previsão para a entrega do novo terminal é no primeiro semestre de 2027, além de gerar durante a obra dezenas de empregos diretos e indiretos.

O projeto inclui 3 mil m² de área construída, com um terminal moderno e funcional. Será implantada uma lanchonete, lojas comerciais, uma seção contra incência (SCI) e uma Estação Prestadora de Serviço de Tráfego Aéreo (EPTA) e começou a ser construído na mesma época em que o aeroporto foi reativado para voos comerciais no ano passado.

“Dourados é a segunda maior cidade do Estado, um polo regional que movimenta negócios, saúde, educação e serviços para toda uma ampla região. Ter uma infraestrutura aeroportuária moderna e compatível com essa importância é essencial para ampliar a conectividade, atrair investimentos, impulsionar o turismo e fortalecer o ambiente econômico”, destacou o vice-governador do Estado, José Carlos Barbosa, o Barbosinha.

“Mais do que uma obra física, estamos falando de um investimento em competitividade e futuro. Um aeroporto estruturado encurta distâncias, aproxima oportunidades e consolida Dourados como um eixo estratégico do desenvolvimento sul-mato-grossense”.

Histórico

O Aeroporto Regional Francisco de Matos Pereira foi fechado em 2021. Portanto, a interrupção ocorreu para a realização de obras de melhoria e ampliação. De fato, o Exército Brasileiro assumiu a responsabilidade pela reforma da pista local. Com efeito, os trabalhos custaram mais de R$ 97 milhões em investimentos.

Anteriormente, a pista possuía sérios problemas estruturais. Por exemplo, a antiga estrutura sofria constantemente com a presença de fortes ondulações e infiltrações no asfalto. Contudo, o espaço foi totalmente reforçado pelas equipes de engenharia. Ademais, a pista aumentou de tamanho e atingiu 1.775 metros de extensão na sua totalidade.

Como resultado, o local expandiu de forma significativa a sua infraestrutura operacional. Logo, o aeroporto possui capacidade técnica para receber aeronaves de grande porte. A Infraero entregou a documentação inicial à Anac em 10 de julho de 2025. À época, a Agência informou que faria a análise em, no máximo, cem dias.

A entrega desta papelada aconteceu formalmente. O ato ocorreu apenas um dia depois de uma importante decisão política na região. O prefeito de Dourados na época, Alan Guedes, formalizou um acordo oficial. Portanto, o documento definiu os novos rumos do local. Logo, o pacto estabelece que a Infraero opere diretamente o aeroporto. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária assumirá a gestão. Até então, o local era administrado pela prefeitura.

Previsão era a conclusão em setembro de 2022

A reforma e ampliação da pista de pouso foi feita pelo Exército e a previsão inicial era de que os trabalhos fossem concluídos em setembro de 2022. Além do atraso nos trabalhos, no começo do ano passado percebeu-se que havia ondulações na pista e durante período de fortes chuvas, em fevereiro, parte dela apresentou uma série de infiltrações e alagamentos.

Por causa disso, os operários tiveram de refazer boa parte do trabalho. As equipes aplicaram uma nova camada de recapeamento na parte antiga da pista. Além disso, os trabalhadores colocaram mais dois revestimentos na parte nova. Como resultado, essa intervenção técnica acabou definitivamente com todas as ondulações.

Além disso, os operários também tiveram de refazer o serviço de drenagem no entorno da pista. A equipe corrigiu os problemas do fluxo. Uma planície de difícil escoamento da água abriga o aeroporto. Por isso, o terreno plano exige cuidados redobrados na engenharia da obra.

Inicialmente orçada em R$40 milhões, a obra ficou 150% mais cara e acabou consumindo pouco mais de R$100 milhões. A pista foi alargada e ampliada para 1.775 metros de comprimento, tamanho suficiente para receber aeronaves de grande porte.

Fonte: PM Dourados