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Trump Media e Rumble pedem à Justiça dos EUA a continuidade do processo contra o ministro Alexandre de Moraes, alegando excesso de autoridade em ordens judiciais enviadas diretamente a empresas americanas. Foto: Victor Piemonte/STF

Rumble e Trump Media pedem continuidade de processo contra Moraes

Trump Media e Rumble reforçam pedido de prosseguimento em processo contra Moraes nos EUA

As empresas Rumble e Trump Media solicitaram à Justiça dos Estados Unidos que dê prosseguimento ao processo movido contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação foi apresentada (14) pelas empresas em resposta ao pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que defende o encerramento da ação, segundo informações da jornalista Jussara Soares, da CNN.

Na petição, os advogados das empresas sustentam que Moraes teria excedido os limites de sua autoridade ao encaminhar, por e-mail, ordens diretamente a empresas sediadas nos Estados Unidos para remover perfis de usuários e fornecer dados.

Segundo os autores, decisões da Justiça brasileira não podem produzir efeitos em território estadunidense sem a utilização dos mecanismos de cooperação previstos em tratados internacionais.

As empresas afirmam também que ajuizaram o processo contra Alexandre de Moraes em caráter pessoal, e não contra o Estado brasileiro.

Os autores processaram Moraes em caráter individual porque, segundo eles, ele agiu nessa condição e direcionou pessoalmente a ação contra si. As empresas afirmam que Moraes enviou ordens por e-mail que supostamente obrigavam companhias americanas nos Estados Unidos. Fora dos canais previstos em tratados e em desacordo com a lei americana. Segundo os autores, o ministro excedeu sua função judicial e atuou ultra vires. A ação busca reparar esses atos considerados ilícitos. “O fato de ele ter o status de juiz não torna o Brasil a verdadeira parte em questão”, afirma a petição.

Justiça dos EUA deu prazo adicional para manifestação

As empresas apresentaram o novo posicionamento após a Justiça estadunidense tomar uma decisão na semana anterior.

Na ocasião, a juíza distrital Mary S. Scriven, da Flórida (EUA), negou um pedido do governo brasileiro para acelerar a tramitação do caso e concedeu mais uma semana para que Rumble e Trump Media apresentassem suas manifestações. Estabelecendo prazo até (14).

A Advocacia-Geral da União (AGU), responsável por representar o governo brasileiro no processo, havia solicitado que a Justiça dos Estados Unidos determinasse que as empresas respondessem ao pedido até (7).

Antes disso, em 23 de junho deste ano, a Justiça estadunidense rejeitou o pedido da Rumble e da Trump Media para declarar Alexandre de Moraes revel no processo.

Na mesma decisão, Mary S. Scriven autorizou que a Advocacia-Geral da União atuasse no processo representando o ministro.

As empresas abriram o processo em fevereiro

A Rumble e a Trump Media & Technology Group protocolaram a ação em fevereiro no Tribunal Federal da Flórida. E notificaram Alexandre de Moraes por e-mail, em maio, para que ele apresentasse resposta ao processo.

Segundo as empresas, o ministro teria promovido censura ilegal contra manifestações políticas de usuários ligados à direita brasileira, entre eles o influenciador Allan dos Santos.

De acordo com os autores da ação, decisões de Moraes que determinaram à Rumble a exclusão de contas de usuários brasileiros violariam a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos. Que protege a liberdade de expressão.

Por outro lado, as empresas também afirmam que o ministro determinou que a plataforma mantivesse representação legal no Brasil para cumprir ordens judiciais.

Por fim, a Trump Media argumenta que depende da infraestrutura tecnológica da Rumble para manter o funcionamento da rede social Truth Social. Embora as decisões do Supremo Tribunal Federal não tenham atingido diretamente a companhia.

Fonte: olhar digital