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Em audiência pública nos EUA, a UNICA adota uma estratégia técnica e jurídica para defender o etanol brasileiro, rebatendo alegações de protecionismo e buscando evitar novas medidas comerciais americanas. Foto: Reprodução/ A.I

INDÚSTRIAS: UNICA troca o embate político pela defesa técnica em audiência pública nos EUA

Estratégia da UNICA em audiência pública nos EUA foca em argumentos técnicos para evitar retaliações comerciais

A estratégia da (Unica) União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, durante audiência pública realizada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), foi retirar o debate do campo político e recolocá-lo na esfera técnica e jurídica do comércio internacional. Mostrando que a disputa comercial envolvendo o etanol brasileiro vai muito além da tarifa de importação de 18% aplicada pelo Brasil.

O principal argumento da entidade é que a política brasileira está em conformidade com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). O Mercosul aplica a tarifa de 18% a todos os países que não têm acordo preferencial com o bloco. E não a criou para atingir os Estados Unidos. E permanece muito abaixo do teto tarifário de 35% registrado pelo Brasil na OMC.

Em outras palavras, do ponto de vista jurídico, o Brasil exerce um direito previsto nas normas multilaterais, defendeu a entidade.

Esse ponto é relevante porque a investigação conduzida com base na Seção 301 exige que o governo americano demonstre que determinada prática estrangeira seja injustificável ou discriminatória. E provoque prejuízo ao comércio dos Estados Unidos.

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