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STF retoma nesta segunda as sessões presenciais após o recesso. Segundo o cronograma, a primeira sessão do segundo semestre está marcada para às 14h. Foto: Antonio Augusto/STF

STF retoma nesta segunda-feira as sessões presenciais após o recesso, com debates sobre PCD e Lei Maria da Penha

STF retoma sessões presenciais pós-recesso com foco em pautas sociais cruciais nesta segunda-feira (3)

O STF (Supremo Tribunal Federal) retoma nesta segunda-feira (3) as sessões presenciais de julgamento após o recesso do Judiciário. Segundo o cronograma, a primeira sessão do segundo semestre está marcada para às 14h e terá na pauta temas relacionados aos direitos das pessoas com deficiência e à aplicação da Lei Maria da Penha.

O primeiro julgamento previsto trata das regras para a compra de veículos com isenção tributária por pessoas com deficiência. Duas ações questionam mudanças promovidas pela Reforma Tributária nos critérios para a concessão do benefício.

As entidades que recorreram ao Supremo afirmam que a nova legislação impôs exigências excessivas para a comprovação da deficiência e da necessidade de adaptação dos veículos. Segundo as autoras, as restrições violam direitos previstos na Constituição e na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

O julgamento começou em junho, antes do recesso, com a leitura dos relatórios e as sustentações orais das partes. Nesta segunda-feira, os ministros devem passar à fase de apresentação dos votos. Ademais, o ministro Alexandre de Moraes relata as ações.

Lei Maria da Penha

Por outro lado, o STF também analisa nesta segunda-feira se a Lei Maria da Penha pode ser aplicada a casos de violência contra a mulher, mesmo quando não houver vínculo familiar, doméstico ou afetivo entre a vítima e o agressor.

O processo teve origem em Minas Gerais e está sob segredo de Justiça. A discussão é saber se a proteção especial prevista na legislação pode alcançar agressões motivadas pela condição de mulher, mesmo quando cometidas fora de uma relação familiar, doméstica ou afetiva.

Por fim, o STF reconheceu a repercussão geral do caso. Desse modo, as demais instâncias do Judiciário deverão seguir o entendimento definido pela Corte em processos semelhantes. O ministro Edson Fachin relata o processo.

Fonte: cnn