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Com mudanças no custeio da saúde, Caixa coloca nova proposta em votação para desmobilizar greve. Os funcionários da Caixa estão em greve nacional desde (10) após rejeitarem a proposta anterior de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. Foto: Beatriz Andreoli/TV Diário

GREVE NA CAIXA: Banco apresenta nova proposta para plano de saúde; categoria vota em assembleia nesta segunda

Em assembleia na próxima semana, trabalhadores da Caixa votam nova proposta para o plano de saúde que busca suspender greve

A Caixa Econômica Federal apresentou na madrugada desta quinta-feira (17) uma nova proposta para o Saúde Caixa, principal ponto de impasse que levou os funcionários do banco a entrarem (10) em greve nacional por tempo indeterminado.

Segundo a Contraf-CUT e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), a oferta amplia a participação financeira do banco no plano de saúde e preserva regras que eram reivindicadas pelos trabalhadores.

De acordo com as entidades sindicais, a principal mudança é o aumento de 6,5% para 9% da folha de pagamento do teto de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa a partir de 2027.

A proposta também mantém o chamado pacto intergeracional, sem cobrança diferenciada por faixa etária, e preserva o plano de saúde dentro do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Para 2026, não haverá reajuste nas mensalidades do plano, e a Caixa ficará responsável por absorver o déficit do Saúde Caixa, segundo o sindicato. A proposta também trata do desconto dos dias parados.

Segundo o sindicato, o dia de paralisação realizado em 20 de agosto será abonado. Já os dias úteis de greve deverão ser compensados pelos empregados em até 180 dias, caso a proposta seja aprovada nas assembleias.

A proposta foi apresentada em uma rodada de negociação iniciada ontem (16) em São Paulo, que avançou durante a madrugada desta quinta. O texto será submetido à votação dos empregados em assembleias eletrônicas marcadas para esta segunda-feira (21).

O que muda no Saúde Caixa

Pela proposta apresentada, a contribuição dos titulares passará a ser de 3,7% da remuneração-base a partir de 2027. Para dependentes diretos, a mensalidade será de R$ 560.

Os valores previstos são de:

  • R$ 560 para dependentes diretos;
  • R$ 660 para dependentes indiretos filhos entre 21 e 24 anos;
  • R$ 900 para filhos de 24 a 27 anos e pais ou mães remanescentes.

O limite de contribuição do grupo familiar, formado pelo titular e dependentes diretos, ficará em 9%.

Em relação à proposta anterior, a Caixa também reduziu de R$ 150 para R$ 120 a cobrança por consulta em pronto atendimento e, além disso, manteve a isenção de coparticipação para telemedicina.

Outro ponto aceito pelo banco foi a previsão de pelo menos um empregado dedicado exclusivamente ao Saúde Caixa em cada Gerência de Pessoas (Gipes) e Representação Regional de Pessoas (Repes).

Outros pontos da proposta

Além das mudanças no plano de saúde, a Caixa apresentou ajustes no programa de remuneração variável Super Caixa.

Entre as medidas previstas para o segundo semestre deste ano estão a ampliação da premiação inicial por habilitação, que passará de 25% para 50%, mudanças nos critérios de avaliação e, por fim, maior transparência nos painéis de resultados.

Por outro lado, o banco também informou que não haverá penalização relacionada aos programas Figital e Genesys em 2026. Segundo a proposta, o projeto continuará em fase piloto e seguirá sendo discutido com representantes dos empregados antes da definição das regras para 2027.

A Caixa manteve ainda a oferta de um prêmio extraordinário de R$ 3 mil por empregado, vinculado à superação de metas operacionais já atingidas neste ano.

Segundo os sindicatos, a proposta preserva todas as cláusulas já previstas nos acordos coletivos e na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.

Greve começou após rejeição de proposta anterior

Os funcionários da Caixa estão em greve nacional desde (10) após rejeitarem a proposta anterior de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho.

A paralisação começou após mais de 90% das bases sindicais rejeitarem a oferta apresentada pelo banco, de acordo com a Contraf-CUT. As entidades apontavam o Saúde Caixa como um dos principais pontos de discordância nas negociações.

Enquanto os empregados da Caixa decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, a categoria bancária como um todo já havia assinado a Convenção Coletiva de Trabalho com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

O acordo prevê reposição da inflação pelo INPC e aumento real de 0,6% por dois anos. Além de medidas relacionadas à saúde mental, combate ao assédio e direito à desconexão.

Por fim, os trabalhadores devem aprovar a proposta nas assembleias da próxima segunda-feira. Dessa forma, as entidades sindicais esperam encerrar o movimento grevista e implementar as medidas negociadas.

Fonte: g1