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Conflito direto entre EUA e Irã interrompe fornecimento e faz preço do petróleo saltar no mercado internacional. Foto: Divulgação/AFP

Petróleo Brent supera US$ 100 em meio ao conflito entre EUA e Irã

Conflito entre EUA e Irã faz petróleo Brent superar a marca de US$ 100 pela primeira vez desde maio

O contrato futuro do barril de petróleo Brent superou a marca de US$ 100 nesta quarta-feira (9), impulsionado pelo conflito entre EUA e Irã e pelo aumento dos temores de interrupções no fornecimento global da commodity. A cotação rompeu o patamar simbólico pela primeira vez desde maio, refletindo a deterioração do cenário geopolítico no Oriente Médio.

O que aconteceu

Petróleo volta a superar US$ 100 em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. Por volta das 6h30 (horário de Brasília), o petróleo Brent era negociado em alta de 2,6%, a US$ 100,46 por barril. Por outro lado, o WTI, referência do mercado norte-americano, também avançava, acompanhando a escalada dos preços no mercado internacional.

Disparada do petróleo ocorre em meio à intensificação do conflito entre Washington e Teerã

Nos últimos dias, forças americanas destruíram petroleiros ligados ao Irã, enquanto a Guarda Revolucionária iraniana anunciou ataques contra uma base militar dos EUA na Jordânia e embarcações no Golfo. O mercado também monitora riscos ao tráfego no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de exportação de petróleo, além dos ataques de houthis apoiados pelo Irã a instalações de energia da Arábia Saudita.

Avanço do petróleo pressiona os mercados acionários

Nesta manhã, os índices futuros de Wall Street operam em queda, diante das preocupações de que preços mais elevados de energia possam reacender pressões inflacionárias e reduzir as chances de cortes de juros pelo Federal Reserve. Além disso, o Dow Jones futuro recuava 0,23%, o S&P 500 perdia 0,06% e o Nasdaq cedia 0,12%, pressionados justamente pela alta do petróleo e pelos temores de inflação.

Na sessão de ontem, as Bolsas de Nova York fecharam no vermelho

O Dow Jones caiu 1,17%, o S&P 500 recuou 0,58% e o Nasdaq perdeu 0,32%, pressionados justamente pela alta do petróleo e pelos temores de inflação.

Valorização do petróleo também eleva de forma generalizada as expectativas de inflação

Os investidores conhecerão ainda nesta semana os dados da inflação dos Estados Unidos referentes a agosto. Os números “poderiam determinar as próximas decisões de política monetária” do Federal Reserve (Fed, banco central americano), segundo Jay Woods, analista da Freedom Capital Markets.

Alta dos preços da energia aumenta os custos de produção das empresas. As pequenas empresas são as mais afetadas, “porque geralmente dispõem de menos ferramentas para compensar as pressões macroeconômicas”, explicou Torres.

Fed (Federal Reserve), Banco Central americano, realizará sua próxima reunião de política monetária neste mês

“Em algum momento, a alta das taxas de juros começa a pesar” sobre as ações, avaliou Natalia Lojevsky, da CIFC Asset Management. O mercado nova-iorquino também acompanha a disputa comercial entre Estados Unidos e Canadá, no primeiro dia de vigência da resposta canadense às novas tarifas americanas.

Bolsas europeias também registram perdas na manhã desta quarta-feira

Os principais índices europeus recuam nesta quarta-feira, após o Brent superar US$ 100 o barril diante da escalada do conflito com trocas de ataques entre os americanos e iranianos. Gás natural sobe mais de 3% e ajuda a turvar as perspectivas inflacionárias na região na véspera da decisão do Banco Central Europeu. O FTSE 100, de Londres, caía 0,46%; o DAX, de Frankfurt, cedia 0,87%; e o FTSE MIB, de Milão, perdia 0,59%; o CAC 40, de Paris, tinha menos 1,09%.

Na véspera, os mercados da Europa encerraram o pregão sem direção única

O FTSE 100, de Londres, caiu 0,1%; o DAX, de Frankfurt, recuou 0,05%; e o FTSE MIB, de Milão, perdeu 0,1%. Em contrapartida, o CAC 40, de Paris, avançou 0,14%, enquanto o PSI 20, de Lisboa, subiu 0,66%. Os investidores combinaram cautela diante da alta do petróleo com a expectativa pela decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE).

Na Ásia, as bolsas fecharam mistas nesta quarta-feira

O Nikkei, do Japão, caiu 0,2%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,2%. Em contrapartida, o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 1,4% e voltou a superar os 7.000 pontos, impulsionado pelo otimismo com investimentos ligados à inteligência artificial. Na China continental, o índice de Xangai subiu 0,28%, enquanto o mercado australiano encerrou em queda de 0,11%.

Fonte: uol