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O preço do petróleo subiu 6% hoje e retornou a US$ 100 por barril após novos ataques no Oriente Médio intensificarem os riscos de bloqueio no Estreito de Hormuz. Foto: Petrobras

Preço do petróleo sobe 6% e retorna a US$ 100 com ataques no Oriente Médio

Escalada de ataques no Oriente Médio faz o preço do petróleo subir 6% hoje, negociando a US$ 100 pela primeira vez em mais de dois meses

O preço do petróleo voltou a ser negociado a US$ 100 nesta quinta-feira (23), pela primeira vez em mais de dois meses, após subir hoje mais de 6%, no 12º dia seguido de ataques no Oriente Médio.

O que aconteceu

Cotação do barril de petróleo engata quinta alta consecutiva. O valor dos contratos do Brent, referência internacional para o combustível, com entregas previstas para setembro, subia 6,05%, para US$ 99,76 por barril, por volta das 10h20. Além disso, na máxima da sessão, os barris alcançaram US$ 100,23, maior patamar de fechamento desde 19 de maio, quando encerraram o pregão cotados a US$ 101,04.

Guerra no Oriente Médio justifica a valorização do petróleo. A trajetória de alta do Brent resulta da sequência de 12 noites seguidas de ataques dos Estados Unidos contra o Irã. A ofensiva eleva as incertezas e resulta em eventuais bloqueios no Estreito de Hormuz, rota responsável pelo transporte de 20% da produção mundial de petróleo.

Estados Unidos dizem que ataques buscam assumir Hormuz. Em publicação nas redes sociais, o Centcom (Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos) afirmou que as ofensivas têm o objetivo de “continuar degradando a capacidade do Irã de ameaçar o transporte comercial no estreito de Hormuz”.

Petróleo pegou fogo após explosão na rota comercial no Irã. A Guarda Revolucionária de Teerã relatou que o incidente ocorreu enquanto o navio tentava atravessar o que seria uma rota minada ao sul do Estreito de Hormuz. A origem do petroleiro permanece desconhecida. Enquanto isso, drones lançados pelo Irã foram interceptados no Kuwait.

Conflito entre EUA e Israel contra o Irã começou em 28 de fevereiro. Nas últimas semanas, no entanto, os bombardeios foram retomados após o primeiro acordo de cessar-fogo. Os protocolos acordados entre os países previam o encerramento dos ataques e a liberação do trânsito pelo Estreito de Hormuz.

Bolsas mundiais

Mercados asiáticos fecham em alta com avanço das ações de tecnologia. O índice sul-coreano Kospi subiu 4,4%, aos 7.096,89 pontos, guiado pelas altas das companhias de semicondutores Samsung (3,7%) e SK Hynix (4,9%). Juntas, as empresas respondem por mais da metade da capitalização do índice.

Outras bolsas da asiáticas subiram em ritmo mais lento. No Japão, o índice Nikkei subiu 0,39%, aos 66.374,00 pontos, com destaque para a alta dos papéis do SoftBank (+3,8%). Por outro lado, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,28%, para 25.210,81 pontos. Também fecharam no azul os índices Taiwan Weighted, de Taiwan (+1,34%) e VN 30 do Vietnã (+1,01%).

Na China, os ganhos também alcançaram os principais índices do país. O Xangai Composto teve ganho modesto de 0,25%, aos 3.876,78 pontos, e o SZSE Component, que reúne 500 ações negociadas na Bolsa de Valores de Shenzhen, avançou 0,44%, para 14.123,31 pontos.

Em conclusão, bolsas da Europa recuam majoritariamente nesta manhã. A oscilação negativa ocorre devido à apreensão dos investidores com a decisão de juros do BCE (Banco Central Europeu). Por volta das 7h24, o Euro Stoxx 50, índice que reúne as 50 principais empresas da Zona do Euro, recuava 0,95% e acompanhava as quedas dos mercados de Milão (-1,97%), Frankfurt (-0,73%), Madrid (-0,66%) e Londres (-0,09%).

Fonte: uol