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Novo decreto do governo garante subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina. A iniciativa busca reduzir o impacto da volatilidade do petróleo no bolso do consumidor. Foto: agência brasil

Governo publica decreto com subsídio de 0,44 por litro da gasolina

Para conter alta, governo publicou na noite (25) um decreto de subsídio à gasolina com valor de R$ 0,44 por litro

O governo federal publicou na noite (25), em uma edição extra do Diário Oficial da União, um decreto que estabelece a subvenção — uma espécie de subsídio — de R$ 0,44 por litro da gasolina, em meio à alta do preço dos combustíveis, causada pela guerra no Oriente Médio.

Na semana passada, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti antecipou o valor da subvenção e afirmou, durante a apresentação do relatório bimestral de receitas e despesas do governo: “Chegamos à conclusão de que R$ 0,44 é hoje o valor por litro mais apropriado para a subvenção e deve ser suficiente para amortecer o choque de preços que tivemos na gasolina. Porque foi menor que o registrado no diesel”.

O limite da subvenção é de até R$ 0,89 por litro de gasolina. O equivalente ao total impostos federais pagos por litro no combustível- PIS, Cofins e Cide. O valor do subsídio, portanto, representa cerca de metade dessa cobrança. O governo também anunciou um novo subsídio para o diesel, desta vez de até R$ 0,3515 por litro.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) pagará a subvenção diretamente aos produtores e importadores de gasolina.
O custo da medida será próximo a R$ 1,2 bilhão por mês, com duração inicial de dois meses. Os efeitos ainda não aparecem nas projeções oficiais do Orçamento. Segundo o governo, a alta na arrecadação com a receita extra do petróleo compensará a fatura. Para isso, porém, o Executivo precisa que o Congresso aprove um projeto de lei que ainda tramita e não recebeu apreciação.

A ANP realizará a apuração da subvenção, e os responsáveis identificarão o desconto sobre o preço de venda do combustível no campo “Informações complementares” da nota fiscal eletrônica.

Medidas anteriores

No primeiro pacote de medidas, na primeira quinzena de março, o governo federal zerou a tributação de PIS/Cofins sobre o óleo diesel. Além disso, autorizou a subvenção aos produtores domésticos e aumentou a tributação sobre as exportações do combustível.

Na segunda leva de ações para conter os impactos da alta da cotação do petróleo, associada à guerra no Irã, houve anúncios também no setor de óleo diesel, gás liquefeito de petróleo (GLP) e no setor aéreo. O governo criou duas novas subvenções ao óleo diesel, ambas complementares à de R$ 0,32 por litro instituída pela MP de março.

Por fim, na segunda quinzena de abril, o governo Lula enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei complementar para permitir o uso das receitas extraordinárias com petróleo na redução de tributos sobre combustíveis. Se o texto for aprovado, o governo poderá reduzir o PIS/Cofins e a Cide sobre diesel, etanol, gasolina e biodiesel.
Fonte: uol