Governo e parlamentares do agro alinham acordo para renegociação de dívidas rurais
O governo federal e parlamentares ligados ao agronegócio avançaram (26) nas negociações sobre o PL (Projeto de Lei) 5122/23, que trata da renegociação das dívidas rurais. O texto em discussão prevê mudanças nos critérios de enquadramento, retirada do FS (Fundo Social) do pré-sal como fonte de recursos, até dois anos de carência, prazo de dez anos para pagamento e juros entre 6% e 10%, conforme o perfil do produtor.
“A medida provisória seria uma hipótese, mas avançando no texto nós caminharemos para incluir a negociação no relatório do projeto 5122”, afirmou.
Segundo a parlamentar, o texto final deve retirar a previsão de uso do FS (Fundo Social) do pré-sal, ponto que enfrentava resistência da equipe econômica.
“Algumas coisas serão retiradas, como o fundo social, que é uma coisa que o governo desde o início não queria”, disse.
O deputado federal e líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou que o objetivo é concluir toda a tramitação no Congresso até quinta-feira (28).
“A ideia é construir um texto que possa ser fechado ainda durante o dia de hoje. Até a noite o Senado vai fazer um texto, vamos voltar a discutir esse texto. A ideia é que na CAE amanhã pela manhã a gente aprove esse texto logo no Senado e posteriormente aprove na Câmara para concluir toda essa votação, no máximo até quinta-feira”, afirmou.
Segundo Pimenta, a proposta prevê condições diferentes de renegociação conforme o perfil do produtor e o impacto sofrido por eventos climáticos.
Condições da renegociação rural em discussão no Senado
“Está sendo trabalhado em torno de dois anos de carência, dez anos de prazo de pagamento. Basicamente são os dois parâmetros principais”, disse.
Ele também afirmou que os juros devem variar conforme o porte do produtor rural, com taxas de 6%, 8% e 10%.
“O produtor que se enquadra em todos esses critérios terá um tratamento. Agricultores que não se enquadram nesses critérios também terão refinanciamento, mas dentro de outras condições”, afirmou.
De acordo com os parlamentares, produtores afetados por duas safras consecutivas de perdas provocadas por estiagem ou enchentes terão condições mais favoráveis dentro do programa.
O texto também deve prever um escalonamento da entrada exigida na renegociação, além da criação de mecanismos de garantia para viabilizar as operações.





