Em 11º ano consecutivo de alta, gastos militares globais atingem patamar recorde de US$ 2,8 trilhões
Nesta terça-feira (7), lideranças da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) se reúnem em Ancara, na Turquia, para discutir questões delicadas do cenário internacional. A agenda incluiu desde a escalada da guerra na Ucrânia até o próprio futuro dessa parceria, que reúne 32 países (dos quais 29 europeus) e investiu em conjunto mais de US$ 1,5 trilhão em defesa no ano passado. Algo como 55% do total aportado nessa área globalmente. Os gastos militares globais, na realidade, continuam avançando em diferentes geografias do planeta.
Em 2025, eles somaram um total de US$ 2,887 trilhões, ou 2,9% a mais do que em 2024. Garantindo, sobretudo, uma receita de US$ 679 bilhões para os cem maiores fabricantes de armas e equipamentos, além de fornecedores de soluções nesse setor.
A região de maior crescimento nesse campo em 2025 foi a Europa. Que gastou 14% mais na rubrica militar como decorrência direta da preocupação com a crescente ameaça de Moscou frente ao continente. Em seguida aparecem Ásia e Oceania, com 8,1%.
Os números são do Stockholm International Peace Research Institute e refletem o 11º ano consecutivo de crescimento da indústria bélica mundial.
Tensões geopolíticas generalizadas, conflitos armados na Ucrânia e no Oriente Médio, crescente robustez das forças armadas chinesas, preocupação de Taiwan com a proteção de seu território, sinais claros de remilitarização do Japão.
Esses são alguns dos fatores que permitem prever a continuidade das apostas de diferentes governos em jatos, navios, mísseis e tanques. Além de drones e tecnologias de última geração.
Por outro lado, também são bastante expressivos os números relativos às armas nucleares hoje existentes.
Os nove países que possuem esse tipo de equipamento (Estados Unidos, Reino Unido, França, Israel, Rússia, China, Índia, Paquistão e Coreia do Norte) continuam apostando em programas de modernização e aprimoramento de seus arsenais.
Arsenais nucleares seguem em estado de alerta
Estima-se que eles acumulem 12.187 ogivas nucleares, das quais 4.012 implantadas em mísseis e aeronaves. Dessas, entre 2,1 mil e 2,2 mil ogivas eram mantidas no início do ano em estado de alerta operacional em mísseis balísticos.
A grande maioria dessas ogivas pertence à Rússia ou aos EUA e, bem atrás, à França e ao Reino Unido.
Considerados todos os tipos de equipamentos e soluções militares, são os Estados Unidos os maiores exportadores do mundo. Sobretudo, com um percentual em torno de 40% das vendas globais.
Tradicionalmente guiada a partir de Washington, a Otan tem sido pressionada pela Casa Branca a obrigar seus membros a investir mais na área militar.
Objetivo: diminuir a dependência dos Estados Unidos e forçar a autossuficiência europeia na proteção de suas fronteiras diante das crescentes fricções com Moscou.
Essa pressão já levou a Otan a costurar um acordo para que seus países membros possam, até 2035, alocar 5% do seu Produto Interno Bruto em defesa.
O Global Firepower Index analisa o potencial militar de mais de 140 países a partir de sessenta diferentes variáveis. Que incluem: número de integrantes das Forças Armadas; recursos financeiros de suporte; capacidade logística; geografia (item esse que se comprovou inequivocamente importante com o bloqueio do estreito de Ormuz pelo Irã nos últimos meses).
Por fim, os dez primeiros nomes de poderio militar, segundo o Global Firepower, são: Estados Unidos, Rússia, China, França, Coreia do Sul, França, Japão, Reino Unido, Turquia e Itália.
Fonte: cnn





