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Paramount e Warner Bros. adiam fusão de US$ 110 bilhões para 2027 para enfrentar processo antitruste nos tribunais dos EUA. Foto: Daniel Cole/Dado Ruvic/Reuters

Paramount e Warner Bros. concordam em adiar fusão de US$ 110 bilhões para 2027

Acordo de fusão entre Paramount e Warner é postergado para 2027 e gera custos milionários por atraso

A Paramount, Skydance e a Warner Bros Discovery concordaram (24) em adiar a conclusão de sua fusão de US$ 110,9 bilhões até o dia 1 de junho de 2027, ou até cinco dias após a decisão judicial sobre a ação antitruste que tenta bloquear o negócio. O acordo estende a paralisação imposta no início da semana pela justiça da Califórnia e direciona o processo diretamente para o julgamento do mérito.

A decisão ocorre poucos dias após o Tribunal Distrital do Norte da Califórnia conceder uma ordem de restrição temporária de 14 dias a pedido de uma coalizão de 12 estados liderada pelo procurador-geral da Califórnia. Com o novo entendimento entre as partes, a audiência sobre a injunção preliminar, agendada para o dia 3 de agosto, foi cancelada. Desse modo, os advogados devem propor um novo cronograma para o julgamento principal até o final de julho. Por outro lado, o Writers Guild of America, sindicato de roteiristas que também havia entrado com uma ação contra a consolidação dos estúdios, retirou seu pedido de liminar como parte das negociações.

O procurador-geral da Califórnia comemorou o adiamento prolongado

“O acordo de hoje é uma ótima notícia para o público. Para os cinemas e para as muitas pessoas que escrevem, constroem e criam a arte. As notícias e o entretenimento de que tantos de nós desfrutamos”, declarou Bonta em comunicado oficial.

A Paramount, por sua vez, classificou o adiamento como uma vitória estratégica que permite à empresa focar na defesa integral da transação no tribunal. Sem disputas por liminares provisórias. “O acordo de hoje é uma vitória significativa porque o resultado é exatamente o que buscávamos desde o início. “Um caminho direto para um julgamento com base nas evidências”, afirmou um porta-voz da empresa. A companhia reiterou que o negócio beneficiará os consumidores e criadores. Destacando que essa “é a maneira mais rápida e clara de provar que essa transação é boa para a concorrência”.

O adiamento acarreta potenciais consequências financeiras para a Paramount. Como a fusão não será concluída até o dia 30 de setembro, data limite estipulada no contrato original de aquisição, a empresa ativará uma cláusula de penalidade que exige o pagamento de US$ 0,25 por ação da Warner Bros. a cada trimestre de atraso. Um custo que pode chegar a cerca de US$ 7 milhões por dia.

Por fim, a concretização da maior transação recente da indústria do entretenimento dependerá agora exclusivamente do embate nos tribunais americanos. Embora as companhias já tenham recebido a aprovação incondicional do Departamento de Justiça e a liberação condicional da Comissão Europeia, o bloqueio estadual se provou o maior obstáculo legal e financeiro para a reestruturação do mercado de cinema e televisão.

Fonte: tela viva