Comissão especial prepara texto sobre o fim da escala 6×1 para decisão final em plenário
A PEC (proposta de emenda à Constituição) que prevê o fim da escala 6×1 para reduzir a jornada de trabalho no país avançou na Câmara dos Deputados após aprovação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), 22, mas ainda vai enfrentar um longo trajeto até chegar ao plenário.
Dois pontos de debate são dados como certos no colegiado:
Para implementar a redução da jornada de forma gradual;
Para implementar a redução de impostos, a fim de compensar as empresas pela mudança na jornada dos funcionários.
Na comissão especial, os deputados discutirão a nova carga horária semanal exata (como 40, 36 ou 30 horas), estabelecerão as regras de transição para o início da vigência da lei e definirão eventuais compensações aos empregadores para mitigar o impacto econômico e evitar a perda de empregos.
A comissão será aberta a partir de um ato a ser publicado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que também vai indicar a quantidade de parlamentares que farão parte da comissão. Na sequência, partidos escolhem quais deputados farão parte do grupo.
A expectativa, segundo líderes de partidos, é de que todo esse processo ocorra até a próxima terça-feira (28). Com a instalação da comissão e eleição da presidência e relatoria do colegiado. A previsão, segundo Motta, é de avançar com o tema “o mais rápido possível”.
“Meu compromisso é avançar rápido, mas sempre com muito equilíbrio e responsabilidade. Vou determinar o mais rápido possível a criação da comissão especial para debater a proposta”, afirmou o presidente da Câmara por rede social, após a votação na CCJ.
Além dos desafios de processo, a comissão terá um calendário apertado para analisar a PEC, pois estima que o plenário analisará a proposta até o fim de maio. Antes do prazo de um projeto do governo que também prevê o fim da escala 6×1.
Para isso, a comissão precisará de no mínimo dez sessões de debates. Apesar do desafio de cronograma, parlamentares consideram que o calendário é factível.
Congresso x governo
O Palácio do Planalto enviou ao Congresso um projeto de lei nos mesmos moldes da PEC em avaliação pelos deputados. A proposta, contudo, estabelece uma carga horária semanal de trabalho de até 40 horas, com a previsão de dois dias de folga por semana.
Hugo Motta, contudo, tem defendido priorizar o fim da escala 6×1 a partir da iniciativa do Congresso. Com a análise da PEC, em vez do projeto do governo.
Fonte: r7



