Eduardo Riedel ouviu setores produtivos na Expogrande
O governador Eduardo Riedel passou todo o dia 16 na 86ª Expogrande, onde concentrou no ‘gabinete itinerante’ conversas com setores produtivos para ouvir demandas e avançar em ações desenvolvimentistas, além discutir e trocar ideias sobre novas iniciativas que podem ser realizadas no Estado. A agenda no Parque de Exposições Laucídio Coelho começou às 7h30 e terminou só à noite, depois das 20h.
Eduardo Riedel declarou que foi um dia cansativo na 86ª Expogrande, mas bastante especial e importante. “Vimos aqui uma feira viva, com a presença de toda a qualificação tecnológica que o agronegócio tem ao dispor atualmente. Aqui também pudemos avançar em discussões com várias cadeias produtivas. Fico bastante feliz de terminar esse dia após ouvir, dialogar com todos os atores que protagonizam essa evolução econômica que Mato Grosso do Sul está tendo, tanto na produção no campo como na indústria”.
Governador encontrou 13 lideranças do agro
O dia começou já com Riedel encontrando 13 lideranças setoriais do agronegócio sul-mato-grossense para discutir o fortalecimento das cadeias produtivas e formalizar protocolos de intenções envolvendo o Governo, setor produtivo e instituições setoriais, reforçando o diálogo institucional e a busca por maior competitividade no mercado global.
Entre as iniciativas discutidas estão a criação de um centro de ensino no Pantanal, com foco em educação gratuita e permanência das famílias na região, e o desenvolvimento de ferramenta baseada em inteligência artificial para agilizar a regularização fundiária em áreas de fronteira.
Agenda matinal
Também pela manhã, Riedel participou de uma apresentação de dados da safra de soja, que já alcançou cerca de 4,5 milhões de toneladas, com destaque para o avanço da colheita nas diferentes regiões do Estado, e de um ato simbólico de remoção de murtas, planta proibida em Mato Grosso do Sul por ser hospedeira do vetor principal da doença da laranja. O objetivo da ação foi justamente o de fortalecer ainda mais a citricultura sul-mato-grossense, combatendo a praga do grenning que afeta os pomares, mas ainda não chegou ao Estado.
A agenda matinal do gabinete itinerante incluiu também a apresentação de dados e políticas públicas estratégicas voltadas à produção de leite. Os avanços do Proleite MS, programa voltado ao fortalecimento da bovinocultura de leite integrando incentivos financeiros, assistência técnica, melhoramento genético e apoio à indústria láctea para aumentar a competitividade do setor destacou que até aqui foram investidos R$ 9,2 milhões em genética, com a entrega de animais a produtores e a aplicação de biotecnologias reprodutivas.
Ao todo, mais de 200 produtores serão beneficiados diretamente, com previsão de ampliação por meio de parcerias que incluem serviços de inseminação e implantação de embriões, ampliando a produtividade e a qualidade do rebanho leiteiro no Estado. Além disso, o Proleite contempla ações de incentivo à produção, como o programa Extra Leite, assistência técnica contínua por instituições como Agraer e Senar-MS, e o fortalecimento do associativismo com a criação da Assuleite, que já reúne milhares de produtores.
Tarde e noite
Já no período vespertino, as reuniões setoriais prosseguiram, debatendo e apresentando ações de fortalecimento de cadeias produtivas estratégicas para o Mato Grosso do Sul, como a de suínos, peixes, aves, bovina e florestal, responsáveis por atrair grandes investimentos recentemente ao Estado. Ao Poder Público, ficam designados infraestrutura, qualificação profissional, e programas com foco na sustentabilidade e ampliação da competitividade.
Os números mostram a relevância dessas cadeias produtivas. Além disso, reforçam o papel delas no cenário econômico estadual. A suinocultura, por exemplo, registrou mais de 3,6 milhões de abates e 32 mil empregos. Dessa forma, movimenta o mercado interno e gera renda para muitas famílias.
Avicultura
A avicultura movimentou 177,1 milhões de frangos em 2025. Assim, também contribui para a oferta de proteína animal e a pauta de exportações. A piscicultura, por sua vez, produziu 53 mil toneladas no mesmo período. Além disso, amplia a diversidade de produção e a oferta de alimentos saudáveis.
O governador destacou a importância do diálogo direto com o setor produtivo. Dessa maneira, as políticas públicas passam a refletir melhor a realidade do campo. Ele também apontou que esse contato ajuda a identificar desafios. Assim, o governo pode ajustar programas e incentivos de forma mais assertiva.
Além disso, o diálogo fortalece o desenvolvimento econômico com geração de emprego. Dessa forma, o setor agropecuário sustenta não só o campo, mas também o ambiente urbano. À noite, mais visitas pelo Parque de Exposições ocorreram. Assim, o governador acompanhou de perto as atrações e o movimento das áreas temáticas.
Troca de ideias
Lá, Riedel pôde trocar ideia com expositores sobre inovação, tecnologia e novidades. Além disso, viu que muitas dessas soluções já estão disponíveis para os produtores rurais. Além disso, o governador também participou de homenagens realizadas pela Câmara Municipal e pela Novilho Precoce MS – ele, inclusive, foi um dos homenageados.
“Não podiamos deixar de estar presentes aqui nesse momento de homenagem a pessoas tão importantes. O setor produtivo lidera um movimento de transformações, e aqui é o momento em que dialogamos, resultando na linha a ser seguida”, disse o governador.
“A transformação não vem em seis meses, um ano. O agro enfrentou várias crises, mas mesmo assim o produtor teve capacidade de resiliência. Além disso, manteve o ritmo de produção para alimentar 1 bilhão de pessoas. Dessa forma, o setor continuou no enfrentamento por mais sustentabilidade.” O governador continuou: “Assim, ampliou práticas que preservam o solo, a água e o meio ambiente. Ele também evoluiu na transição energética, adotando fontes mais limpas e eficientes. Além disso, essas ações garantem nossa biodiversidade e equilibram produção e preservação. Essa resiliência, inovação e uso de tecnologia estão entre as razções da transformação que passamos. Discussões políticas acontecem e são normais, mas não podemos perder o foco de questões fundamentais”.
Fonte: Secom/Gov.br







