Comunidades de Dourados receberão máquinas agrícolas
A Prefeitura de Dourados e o Governo de Mato Grosso do Sul firmaram, nesta semana, um protocolo de intenções para destinar máquinas e equipamentos agrícolas a comunidades indígenas, quilombolas e agricultores familiares do município. O acordo foi assinado durante a 6ª edição da Tecnofam, realizada na Embrapa Agropecuária Oeste.
A parceria entre a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) e o município prevê a entrega de plantadeiras, adubadoras tipo matraca manual, motocultivadores e carretas para as aldeias Bororó, Jaguapiru e Panambizinho, além da Comunidade Quilombola Desidério Felipe de Oliveira, na Picadinha.
Durante a cerimônia, o prefeito Marçal Filho destacou a importância da cooperação entre os órgãos públicos para garantir investimentos. “Essa união de esforços é fundamental para garantir avanços para o município e para o Estado”, afirmou.
O protocolo faz parte do Programa de Apoio às Comunidades Indígenas e Quilombolas (Proacinq) e tem como objetivo ampliar a capacidade produtiva das comunidades beneficiadas, fortalecendo a geração de renda, a segurança alimentar e as condições de trabalho no campo.
O diretor-presidente da Agraer, Fernando Luiz Nascimento, destacou a qualidade da produção desenvolvida pelas comunidades indígenas e quilombolas de Dourados. Já o secretário municipal de Agricultura Familiar, Bruno Pontim, anunciou que o governo federal deverá destinar R$ 500 mil para a implantação do primeiro Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) indígena municipal do Brasil.
Segundo a prefeitura, os equipamentos devem contribuir para aumentar a produção agrícola e ampliar as oportunidades de comercialização dos alimentos produzidos pelas comunidades atendidas.
A importância da modernização no campo
A modernização da infraestrutura no campo consolida uma importante transformação estrutural no modelo de desenvolvimento econômico regional. De fato, o suporte tecnológico direcionado aos pequenos produtores rurais atua como um motor essencial para mitigar as desigualdades históricas no setor agrário. Além disso, a descentralização de recursos fomenta a autonomia financeira e impulsiona o crescimento do comércio nos pequenos municípios. Por causa disso, o fortalecimento das cadeias produtivas locais gera impactos positivos diretos na arrecadação tributária do Estado.
Nesse sentido, iniciativas focadas no cooperativismo agrícola amparam de forma robusta o avanço sustentável e a preservação das práticas tradicionais. Dessa forma, a inovação tecnológica no manejo da terra garante a longevidade dos recursos naturais para as próximas gerações. Ademais, esse movimento integrado eleva a competitividade dos pequenos negócios rurais diante das exigências do mercado atual. Por isso, a articulação estratégica entre as esferas administrativas funciona como um pilar indispensável para a estabilidade econômica.
Fonte: PM Dourados



