Exportações de café da Colômbia enfrentam gargalos no porto de Buenaventura devido a abalos sísmicos, confirma Federação Nacional de Cafeeiros
As exportações de café foram suspensas temporariamente na Colômbia a partir do porto de Buenaventura, no Oceano Pacífico, devido a inspeções na infraestrutura do terminal e bloqueios na estrada de acesso, após o terremoto de magnitude 7,4, informou ontem (12) o gerente da Federação Nacional de Cafeeiros, Germán Bahamón.
O executivo afirmou que os embarques para o exterior continuam normalmente a partir dos portos de Cartagena e Santa Marta, no Mar do Caribe.
Um terremoto, o mais forte da história recente da Colômbia, abalou (10) uma ampla região do sudoeste e do centro do país. Deixando pelo menos 250 mortos e afetando infraestruturas como rodovias e aeroportos, segundo o governo.
Operações suspensas
Embora enfrentemos alguns desafios operacionais com o transporte de café nas áreas afetadas, a capacidade de exportação da Colômbia permanece em funcionamento. “As exportações de café colombiano continuam sem interrupções”, afirmou Bahamón.
A Sucafina, uma das principais empresas de comercialização de commodities, havia informado anteriormente que o transporte de café na região produtora mais importante da Colômbia está “significativamente restrito” após o terremoto.
A Federação Nacional de Cafeeiros não divulgou imediatamente números sobre o impacto nas exportações causado pela suspensão das operações no porto de Buenaventura. A entidade também não especificou quando as autoridades restabelecerão as operações e as remessas para o exterior a partir desse porto.
A Colômbia, terceiro maior produtor mundial de café, atrás apenas do Brasil e do Vietnã, possui 840.000 hectares cultivados com cafeeiros. E cerca de 540.000 famílias dependem dessa atividade.
O país sul-americano, maior fornecedor mundial de café arábica lavado, tem capacidade para produzir anualmente cerca de 14 milhões de sacas.
Fonte: Investing





