Vereadores de Campo Grande apresentam balanço do 1º semestre
Durante a sessão ordinária foi apresentado o balanço do trabalho realizado pelos vereadores de Campo Grande no primeiro semestre de 2026. O documento apontou o encaminhamento de 24.673 indicações ao Executivo com reivindicações da população. Desse total, cerca de 9 mil solicitações foram destinadas à execução do serviço de tapa-buracos em diversas regiões da cidade.
Para o presidente da Câmara, vereador Epaminondas Neto, o Papy, os números representam a força da atuação dos parlamentares na busca por soluções para os anseios da população. “Esse é um trabalho de todos nós. Congratulo todos os vereadores pelo enfrentamento que fazemos em defesa do cidadão campo-grandense. Todos os que vieram a esta Casa, que é a Casa do Povo, tiveram a oportunidade de debater. O acesso do cidadão aos debates na Casa e a intermediação da Casa com a Prefeitura, na busca de soluções para os problemas de Campo Grande, são a maior entrega que podemos fazer dentro das prerrogativas do Legislativo”, destacou.
Serviço de tapa-buracos
Entre as ações desenvolvidas pelos vereadores neste semestre, destaca-se a cobrança do Legislativo para solucionar o problema dos buracos nas vias da Capital. Os parlamentares reuniram-se com o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), André Brandão, para apresentar as reivindicações recebidas da população e cobrar a ampliação das frentes de trabalho em todas as regiões da cidade.
As demandas apresentadas durante a reunião já haviam sido protocoladas por meio de indicações parlamentares, que somaram, somente neste semestre, cerca de 9 mil solicitações de tapa-buracos encaminhadas ao Executivo.
A reunião, viabilizada pela Comissão Permanente de Obras e Serviços Públicos da Casa de Leis, resultou no compromisso da Sisep de ampliar as frentes de trabalho para atender à demanda de buracos espalhados pelas ruas da cidade.
De acordo com o presidente da Comissão de Obras, vereador Flávio Cabo Almi, o Legislativo segue cobrando a resolução desse problema urgente na cidade. “Estamos aguardando que o Executivo tome uma medida eficaz. A gente segue cobrando. O secretário explicou as dificuldades financeiras. Uma das empresas que atendia a maior região de Campo Grande, a região do Anhanduizinho, estava impedida de participar desse serviço de tapa-buracos, e isso estava sobrecarregando as demais empresas, que precisavam cumprir suas obrigações. Mas a gente espera mesmo que o Executivo faça o seu papel, que é tapar esses buracos na cidade”, frisou.
CPI do Transporte Coletivo
Outra pauta priorizada pelo Legislativo foi a melhoria da qualidade do transporte público. O trabalho teve início com a instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Coletivo. A comissão realizou mais de 50 horas de oitivas públicas, analisou documentos técnicos, financeiros e operacionais do sistema e produziu um relatório final com mais de 200 páginas que, entre as recomendações, sugeriu a intervenção no Consórcio Guaicurus para garantir o cumprimento das obrigações previstas em contrato.
Nove meses depois, a administração municipal adotou a intervenção no transporte coletivo. A medida poderá durar até 180 dias. Os interventores terão 90 dias para apresentar um relatório preliminar sobre a situação do sistema e, ao término da intervenção, deverão entregar um relatório final que subsidiará a decisão do Executivo sobre os próximos passos da concessão. Os vereadores seguem acompanhando esse processo e reforçando a cobrança por mudanças no transporte público.
Segundo a relatora da CPI, a vereadora Ana Portela, o Legislativo teve papel fundamental em todo esse processo. “Foram mais de seis meses de CPI. Foi um trabalho muito robusto, realizado com muita cautela, para entregar um serviço de qualidade à população. O nosso relatório foi citado na decisão judicial para que o Executivo realizasse a intervenção. Estamos fiscalizando esse processo. Será apresentado aos vereadores um relatório a cada 15 dias sobre esse trabalho de fiscalização do contrato. Acredito que, em um futuro bem próximo, teremos ônibus novos na cidade”, afirmou.
Arraiá solidário
As ações de destaque deste semestre encerraram-se, primeiramente, com a 2ª edição do Arraiá Solidário. O evento arrecadou, ademais, cerca de 300 quilos de alimentos não perecíveis.
Esses itens foram doados, por conseguinte, a duas entidades participantes mediante sorteio. A Festa Julina contou, aliás, com a presença de 10 instituições diferentes.
Essas organizações comercializaram, portanto, alimentos típicos durante o festejo. O objetivo era angariar recursos destinados, fundamentalmente, à manutenção dos serviços prestados por elas.
O evento reuniu, também, diversas associações renomadas da capital. Estiveram presentes, igualmente, o Projeto Girassol, a AMA e a AMATI.
Participaram, também, o ISA, a Associação Anandamoyi e a União Espírita Amar e Servir. Somaram-se, ainda, a Associação Espaço Recreativo Alfa, a Gibiteca e o IDSET.
Completaram a lista, finalmente, o Instituto Projeto Acolher e a Associação Juliano Varela. Todos esses grupos contribuíram, certamente, para o sucesso absoluto dessa iniciativa beneficente.
O Arraiá Solidário passou a integrar o calendário oficial da Casa de Leis com o objetivo de promover a integração entre servidores, familiares e a comunidade, aliando lazer e solidariedade. A Câmara Municipal promoveu, primeiramente, diversas ações durante o primeiro semestre de 2026. O Legislativo atendeu, ademais, as demandas da população local com eficiência.
Compromisso com a fiscalização e a transparência
O órgão reforçou, por conseguinte, seu compromisso com a fiscalização e a transparência. A interlocução entre a comunidade e o Poder Público tornou-se, aliás, prioritária. O relatório detalhou, também, a aprovação de 271 projetos relevantes. Essas propostas influenciam, de fato, o cotidiano da população em diversos âmbitos da vida urbana.
A Tribuna da Casa de Leis serviu, todavia, como espaço de manifestação. Cerca de 26 cidadãos debateram, portanto, temas essenciais para o desenvolvimento da comunidade. Realizaram-se, ao todo, 41 sessões ordinárias e duas extraordinárias. Ocorreram, igualmente, 29 audiências públicas que ampliaram o diálogo sobre assuntos cruciais da cidade.
Promoveram-se, finalmente, 18 sessões solenes no período. Elas enalteceram, por fim, o trabalho de pessoas e instituições dedicadas ao progresso constante do município.
Fonte: CM CG







