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Impulsionados por recordes de registros e pesquisas recentes, bioinsumos auxiliam produtores a blindar as lavouras contra os períodos de seca. Foto: Divulgação/giroagro

Uso de bioinsumos pode reduzir impactos da seca nas lavouras

Com o aumento do estresse hídrico, bioinsumos ajudam a fortalecer o sistema radicular das plantas e reduzem os prejuízos da seca nas lavouras

As mudanças no regime de chuvas têm aumentado os desafios para quem produz no campo. Períodos de seca e os chamados veranicos, quando a chuva fica vários dias sem aparecer durante o ciclo das culturas, podem comprometer o desenvolvimento das plantas e reduzir a produtividade. Nesse cenário, os bioinsumos vêm ganhando espaço como aliados do produtor rural para combater a seca nas lavouras. Produtos de origem biológica, como biofertilizantes, biodefensivos e bioestimulantes, podem ser utilizados em conjunto com os defensivos agrícolas. E ajudar as plantas a lidar melhor com situações de estresse.

Segundo especialistas do setor, os microrganismos presentes nesses produtos contribuem para melhorar a capacidade da planta de aproveitar os recursos disponíveis no solo. Um dos efeitos observados é o maior desenvolvimento do sistema radicular, o que, dessa forma, favorece a absorção de água e nutrientes.

Bioinsumos ganham espaço no campo

Além do auxílio em períodos de estresse hídrico, os bioinsumos podem atuar em diferentes etapas do manejo agrícola. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), esses produtos incluem soluções voltadas ao controle de pragas e doenças, à fertilidade do solo e à nutrição das plantas.
O crescimento desse segmento também aparece nos registros de novos produtos. Em 2025, o Brasil concedeu registro a 162 bioinsumos, o maior número da série histórica, de acordo com o Mapa. A categoria inclui produtos formulados biológicos, microbiológicos, bioquímicos, extratos vegetais, reguladores de crescimento e, por fim, semioquímicos.

Na soja, uma pesquisa da Embrapa e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), divulgada em fevereiro de 2026, mostrou que o uso de bioinsumos associado à fixação biológica de nitrogênio elevou em mais de 8% a produtividade da cultura no Paraná, em determinadas condições de manejo.
A tecnologia já possui ampla presença entre os produtores de soja. Segundo o Mapa, mais de 85% dos produtores utilizam a fixação biológica de nitrogênio, que alcança mais de 45 milhões de hectares.
Por fim, com a expansão dessas soluções, os bioinsumos passam a fazer parte de estratégias que buscam aumentar a eficiência da produção e oferecer alternativas para diferentes desafios enfrentados no campo.
Fonte: o tempo