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A UE rejeitou o pedido do Brasil por um período de transição nas novas regras sobre o uso de antimicrobianos. Entenda os impactos para a pecuária nacional e os desafios na rastreabilidade para exportação. Foto: Unsplash

GADO: UE rejeita pedido do Brasil por transição em regra de antimicrobianos

UE nega pedido do Brasil por período de transição em novas regras para o uso de antimicrobianos na pecuária

A União Europeia (UE) rejeitou um pedido feito pelo governo do Brasil para adotar um período de transição nas novas regras sobre uso de antimicrobianos na produção animal, segundo apurou a CNN. O Brasil direcionou a solicitação principalmente à cadeia da carne bovina. E propôs um prazo de adaptação para comprovar o histórico sanitário dos animais exportados ao bloco europeu.

De acordo com fontes envolvidas nas negociações, os europeus já responderam que não aceitarão qualquer tipo de mecanismo de transição relacionado ao tema. A avaliação dentro do governo é que o principal entrave está justamente na pecuária bovina, por causa da complexidade da cadeia produtiva brasileira.

Desafios na rastreabilidade do gado bovino

Hoje, o animal pode passar por diferentes propriedades ao longo da vida antes do abate, o que dificulta a rastreabilidade completa exigida pela legislação europeia. A proposta brasileira previa que os frigoríficos comprovassem inicialmente a ausência de antimicrobianos apenas nos meses anteriores ao abate. Enquanto estruturariam um sistema integral de controle nos próximos anos. Janela compatível com o período de confinamento final do gado.

Segundo interlocutores do governo, aves, ovos e mel têm cenário considerado mais administrável pelas equipes técnicas. Devido ao ciclo produtivo mais curto e ao maior controle da cadeia. Já no caso bovino, a necessidade é de um sistema reconhecido e validado pela Europa para garantir as informações sanitárias exigidas. Alguns frigoríficos conseguem oferecer essa rastreabilidade ampliada, mas o volume de animais com esse nível de controle é pequeno e concentrado.

A União Europeia aprovou a legislação sobre antimicrobianos em 2018 e regulamentou as regras em 2023. As novas exigências passam a valer em setembro deste ano para países exportadores.

Recentemente, a União Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal produzidos com uso de antimicrobianos não permitidos pelas regras do bloco.

Havia uma expectativa de envio dos documentos exigidos pela UE (25), mas a área técnica do governo ainda prepara os documentos e deve enviar até o fim da semana.

Fonte: cnn