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Entenda os pontos centrais do julgamento no STF que pode definir o futuro da uberização e das relações de trabalho com aplicativos. Foto: Rosinei Coutinho/STF

STF retoma julgamento sobre uberização

Com votos esperados e parecer contrário da PGR, STF retomou julgamento sobre a uberização

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou (27) o julgamento sobre a validade das ações da Justiça do Trabalho que reconheceram vínculo de emprego na relação entre motoristas de aplicativos e as plataformas, a chamada “uberização“. A sessão está prevista para começar às 14h.

O julgamento foi suspenso em 1º de outubro do ano passado, após as partes envolvidas apresentarem suas sustentações. Na sessão de hoje, os ministros proferirão os primeiros votos sobre a questão.

STF analisa vínculo entre plataformas e trabalhadores

As plataformas Rappi e Uber protocolaram recursos, e o Supremo analisará duas ações relatadas pelos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes. As empresas contestam decisões da Justiça do Trabalho que reconheceram o vínculo empregatício com os motoristas e entregadores.

Rappi contesta vínculo trabalhista com entregadores

Durante a tramitação do processo, a Rappi alegou que as decisões trabalhistas que reconheceram o vínculo de emprego com a empresa desrespeitaram decisões da própria Corte que entendem não haver relação de emprego formal com os entregadores.

Argumentos da Uber

A Uber sustentou que é uma empresa de tecnologia, e não do ramo de transportes, e que o reconhecimento de vínculo trabalhista altera a finalidade do negócio da plataforma, violando o princípio constitucional da livre iniciativa de atividade econômica.

PGR se manifesta contra vínculo trabalhista

Antes do início do julgamento, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo parecer contrário ao reconhecimento de vínculo trabalhista entre motoristas de aplicativos e as plataformas digitais.

Decisão do STF pode orientar julgamentos sobre trabalho em plataformas

Por fim, a decisão do Supremo deverá estabelecer uma orientação para casos semelhantes que tramitam no Judiciário. Além disso, o entendimento dos ministros também poderá influenciar a regulamentação do trabalho intermediado por plataformas digitais no país.

Fonte: agência brasil