Segundo dados do IBGE, taxa de desemprego recua para 5,3% no trimestre até julho, mostrando queda tanto em relação a abril quanto na comparação anual
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,3% nos três meses até julho, informou ontem (27) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Segundo o IBGE, o resultado representa uma queda de 0,5 ponto percentual frente ao trimestre terminado em abril (5,8%) e recuou 0,3 p.p. ante o trimestre de maio a julho de 2025 (5,6%).
A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 5,3% no período.
Desocupação recua no trimestre
Já a população desocupada caiu 8,0% na comparação com o trimestre encerrado em abril, para 5,8 milhões de pessoas. Em relação ao mesmo período de 2025, houve recuo de 4,9%.
População ocupada bate recorde
A população ocupada, por sua vez, chegou a 103,3 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica. Sendo assim, o número cresceu 1% no trimestre e 0,9% em um ano.
Apesar do mercado de trabalho aquecido, a informalidade continua como ponto de atenção. A taxa ficou em 37,5%, equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores, acima dos 37,2% registrados no trimestre anterior.
Trabalho informal impulsiona crescimento
Segundo o analista socioeconômico do IBGE, Jefferson Mariano, o aumento está ligado principalmente à expansão dos trabalhadores sem carteira assinada e por conta própria sem CNPJ.
“A alta está mais relacionada a trabalhadores sem carteira assinada, conta própria sem CNPJ, o que faz com que a gente continue tendo uma taxa de informalidade elevada”, afirmou.
Rendimento dos trabalhadores cresce
O rendimento real habitual ficou em R$ 3.762, estável no trimestre e, por outro lado, 3,3% acima do registrado um ano antes.
Informalidade limita avanço da renda
Em conclusão, para o especialista, a composição dos novos postos ajuda a explicar a falta de avanço no rendimento, já que trabalhadores informais têm, em média, remuneração menor que a dos formais.




