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Soja registra nova alta no porto de Paranaguá, puxada pelo ritmo acelerado de vendas no Brasil. Foto: Divulgação

Soja tem nova alta em Paranaguá e saca se aproxima de R$ 160

Soja mantém sequência de alta em Paranaguá e flerta com a marca de R$ 160 por saca

Seguindo a dinâmica da semana passada, a soja se manteve com preços em alta no porto de Paranaguá (PR). O indicador Cepea/Esalq registrou a sétima alta consecutiva ontem (3), de 0,25%, com a saca cotada a R$ 159.

Alê Delara, diretor da Delara Agronegócios, diz que, apesar de um ritmo de plantio acelerado no Brasil, a comercialização está bem adiantada em relação ao ano passado, com pelo menos oito pontos percentuais à frente.

“Se não houver nenhum problema grave de produção, os preços irão trabalhar dentro de uma normalidade sazonal e os prêmios podem sofrer um pouco mais de pressão de baixa devido ao dólar mais alto”, afirma Delara.

Nas demais praças do Brasil monitoradas pela AgRural, o dia foi de preços mistos para a soja. A consultoria apontou a saca cotada a R$ 154 em Ponta Grossa (PR), elevação de R$ 0,50 em relação à sexta (30). Em Primavera do Leste (MT), o preço ficou estável, em R$ 140 a saca. Em Luís Eduardo Magalhães (BA), o preço avançou R$ 1,50, para R$ 142,50.

Mercado internacional pressiona cotações da soja

Apesar da valorização observada em algumas praças brasileiras, o mercado internacional apresentou movimento contrário. Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram ontem (3) em baixa pelo segundo pregão consecutivo.

O contrato com vencimento em janeiro de 2027 fechou a US$ 12,14 por bushel, recuo de 0,22%. Já o vencimento em março terminou, cotado a US$ 12,2075 por bushel, queda de 0,46%. A pressão veio principalmente das expectativas de maior oferta mundial e do avanço da colheita nos Estados Unidos.

Nos Estados Unidos, os trabalhos de colheita alcançaram 88% da área plantada até 1º de novembro, segundo dados divulgados pelo Departamento de Agricultura do país (USDA). O percentual supera a média histórica de 84% para o período e reforça a expectativa de maior disponibilidade do grão no mercado internacional.

Além disso, a consultoria StoneX elevou a estimativa de produção brasileira de soja para a safra 2026/27, projetando uma colheita de 184,95 milhões de toneladas. A perspectiva de uma oferta maior também influencia as negociações, uma vez que amplia a disponibilidade esperada da oleaginosa nos próximos meses.

Com isso, o mercado acompanha principalmente as condições climáticas nas lavouras brasileiras, o ritmo de desenvolvimento da nova safra e as movimentações na Bolsa de Chicago. Esses indicadores devem continuar influenciando a formação dos preços nos portos e nas principais regiões produtoras do país.

Fonte: globo rural