O avanço da demanda internacional, aliado ao clima desfavorável no Hemisfério Norte, pressiona os mercados e impulsiona a alta nos preços da soja no Brasil
A forte demanda global, o clima irregular no Hemisfério Norte e as incertezas sobre os possíveis efeitos do fenômeno climático El Niño na safra 2026/27 seguem impulsionando os contratos futuros e os preços domésticos da soja.
Mercado brasileiro mantém preços firmes
No Brasil, segundo o CEPEA, o movimento de alta foi reforçado pela retração de uma parte dos vendedores, que, atentos a esses fatores, mostraram preferência por postergar novas negociações. No entanto, para comercializar no mercado spot, muitos desses agentes têm aceitado um prazo de pagamento mais alongado, mas a preços maiores.
Pesquisadores do CEPEA ressaltam que, mesmo diante da alta externa, os prêmios de exportação no Brasil seguem firmes, resultando em aumento no preço FOB nos portos nacionais, que, dessa forma, registraram os maiores patamares em três anos.
Milho
Mesmo com a colheita da segunda safra em fase final e estimativas de produção recorde, os preços do milho seguem subindo no mercado brasileiro. Segundo o CEPEA, de um modo geral, compradores e vendedores seguem retraídos, e as negociações ocorrem de forma pontual.
Segundo pesquisadores do CEPEA, produtores continuam limitando a oferta, à espera de oportunidades mais atraentes diante das recentes altas no mercado internacional. Do lado da demanda, compradores se deparam com os preços altos pedidos por vendedores e acabam aceitando esses preços em alguns casos, devido à necessidade de adquirir lotes no curto prazo. Outra parte dos consumidores, por sua vez, recorre aos estoques.
Neste cenário, segundo o CEPEA, até (27), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, referente à região de Campinas (SP), acumula uma alta de 5,80% na parcial do mês.
Mercado agrícola
Por fim, os indicadores mostram um cenário de negociações pontuais e cautela entre os agentes do mercado agrícola brasileiro.
Fonte: CEPEA




