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O STF realiza nesta terça-feira uma sessão para decidir o futuro de Alexandre de Moraes. Os magistrados vão analisar um relatório da PF que detalhou as relações de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro. Foto: Gustavo Moreno/STF

Sessão vai decidir nesta terça-feira o futuro de Alexandre de Moraes e do STF

A TV Justiça transmite ao vivo a sessão que o STF realiza nesta terça-feira (15) para decidir se abrirá investigação contra Moraes

O STF realiza nesta terça-feira (15) uma sessão histórica, que pode decidir se, pela primeira vez, a Corte vai abrir investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. 

Os magistrados vão analisar um relatório da PF que detalhou as relações de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro.

O material revelou que, dias antes de ser preso, Vorcaro fez uma série de questionamentos ao ministro, inclusive sobre a possibilidade de deixar o país. Ele também pediu que acionassem o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Como uma análise deste tipo é inédita, ainda há uma série de dúvidas sobre qual será o rito da sessão.

O STF já confirmou, contudo, que haverá transmissão ao vivo da TV Justiça.

Existe a chance, no entanto, de algum dos ministros pedir vista e adiar a conclusão.

O ministro André Mendonça assumiu inicialmente a relatoria do caso, mas o presidente da Corte, Edson Fachin, passou a conduzi-la. A mudança seguiu o regimento interno do STF, que determina que a presidência conduza apurações preliminares envolvendo ministros do próprio tribunal.

Nos bastidores, o julgamento gera debates intensos sobre o acesso integral ao material extraído do celular do banqueiro. Enquanto alguns magistrados defenderam a abertura de dados complementares para embasar a análise, setores jurídicos ponderam que a decisão desta terça-feira (15) testará os limites institucionais do tribunal e a governança interna diante de uma crise sem precedentes na história recente da mais alta corte do país.

Por fim, caso os ministros aprovem a abertura da investigação, o processo criará um precedente inédito e exigirá que o STF defina novas regras processuais para a apuração de autoridades com prerrogativa de foro no Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte: veja