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Rede de Saúde de Corumbá retoma cirurgias de adenoide após mais de dez anos. Intervenções são feitas na Santa Casa Foto: Reprodução

Corumbá retoma cirurgias de adenoide após mais de uma década de interrupção

Rede de Saúde de Corumbá retoma cirurgias de adenoide

A rede pública de saúde de Corumbá retomou (20) a realização de cirurgias de adenoide após mais de dez anos sem oferecer o procedimento no município. As intervenções voltaram a ser feitas na Santa Casa de Corumbá, que, na manhã do mesmo dia, tinha três crianças agendadas.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os novos pacientes estão sendo chamados a partir da fila de regulação. A expectativa inicial é alcançar 25 cirurgias nesta etapa de retomada.

Durante o período em que o serviço esteve suspenso, pacientes precisaram ser encaminhados para Campo Grande para realizar o procedimento.

A adenoide, conhecida popularmente como “carne esponjosa”, é um tecido localizado na parte posterior do nariz, responsável por auxiliar na defesa do organismo contra infecções, especialmente na infância. Quando apresenta aumento de tamanho, pode provocar obstrução nasal, roncos, respiração pela boca e alterações na fala.

A cirurgia para retirada da adenoide, chamada adenoidectomia, tem indicação para casos de obstrução persistente, apneia do sono ou infecções recorrentes. O procedimento é realizado sob anestesia geral e, segundo especialistas, costuma ter recuperação rápida, com melhora significativa na respiração e na qualidade de vida dos pacientes.

A importância da cirurgia

A adenoide cresce principalmente por infecções virais recorrentes. Visto que ataca crianças, o tecido incha. Isso ocorre desde a infância. Além disso, alergias crônicas agravam o problema. Por exemplo, poeira e pólen estimulam o inchaço. Frequentemente, o sistema imunológico reage excessivamente. Como resultado, a obstrução nasal surge. Sem cirurgia, a respiração pela boca persiste. Isso causa roncos noturnos constantes. Ao mesmo tempo, apneia do sono afeta o descanso. Em outras palavras, a oxigenação diminui.

Por outro lado, infecções de ouvido aumentam. Todavia, a fala alterada prejudica a comunicação. Ainda mais, o desenvolvimento facial muda. Por exemplo, o palato ogival forma-se e a audição piora. Em síntese, a qualidade de vida cai. Acima de tudo, o aprendizado escolar atrasa, pois a concentração falha. Assim, a autoestima baixa. Por fim, problemas respiratórios crônicos instalam-se. Dessa forma, evitar a cirurgia prolonga o sofrimento, principalmente em crianças. Enfim, a intervenção precoce restaura a saúde. Logo, os pais devem buscar avaliação médica.

Fonte: PM Corumbá