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Dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE mostram que a produção industrial no Brasil voltou a cair em agosto, anulando a leve alta registrada no mês anterior. Foto: Amanda Perobelli/Reuters

Produção industrial no Brasil frustra expectativa e volta a cair em agosto

Com queda disseminada em 16 dos 25 ramos pesquisados, a produção industrial do Brasil em agosto marcou recuo de 1,2% na comparação com o mesmo mês de 2025

A produção industrial no Brasil voltou a registrar contração em agosto, após mostrar algum fôlego no mês anterior, frustrando a expectativa de ganho e ⁠dando continuidade a uma perda de tração.

Em ‌agosto, a indústria registrou queda de 0,6% na produção em comparação com o mês ‌anterior. Marcando ainda recuo ‌de 1,2% ante o mesmo mês de ⁠2025, informou nesta sexta-feira (2) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Queda interrompe avanço registrado em julho

O dado mensal eliminou o ganho de 0,1% registrado em julho, em dado revisado para baixo de 0,2% informado ‌anteriormente. A queda de agosto foi a terceira ‌no ano, ⁠depois de ⁠perdas em maio e junho.

Os resultados foram piores do ⁠que as expectativas ‌em pesquisa da ‌Reuters com analistas de altas de 0,1% no mês e de 0,4% na base anual.

Juros altos pressionam a indústria

A política monetária restritiva, com a taxa ⁠básica de juros Selic atualmente em 13,75%, vem afetando o desempenho da indústria brasileira. Em meio a uma desaceleração da economia, ainda que o ‌mercado de trabalho resiliente amenize o cenário.

Em agosto, 16 dos 25 ramos industriais pesquisados registraram ⁠queda na produção. Sendo que as influências negativas mais importantes vieram de produtos do fumo (-23,4%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%) e indústrias extrativas (-0,7%).

Setor de alimentos impulsiona produção

Por outro lado, entre as atividades que tiveram avanço na produção, a principal influência positiva foi exercida por produtos alimentícios (1,0%).

Entre as grandes categorias econômicas, todas apresentaram perdas em agosto em relação a julho — bens de consumo semi e não duráveis (-1,7%), bens de consumo duráveis (-1,0%), bens de capital (-0,6%) e bens intermediários (-0,2%).

Por fim, o resultado reforça um cenário de menor dinamismo no setor. Que enfrenta dificuldades para sustentar o ritmo de atividade diante das condições econômicas atuais. A indústria também segue sob pressão de custos e de uma demanda mais contida, fatores que podem limitar novos avanços nos próximos meses.

Fonte: terra