Com alta de 0,87% na última semana de maio, preço do boi gordo reage e busca estabilidade acima de R$ 347,00
O mercado pecuário brasileiro apresenta sinais de reação neste fechamento do mês de maio. Após passar por momentos de volatilidade, o preço da arroba do boi gordo vêm registrando altas consecutivas nos últimos dias de maio. De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o movimento de valorização é um reflexo direto do excelente desempenho das exportações de carne bovina e da oferta restrita de animais prontos para o abate nas principais praças produtoras do país.
O Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ iniciou o mês operando em patamares elevados, acima dos R$ 350,00. Mas enfrentou um recuo que trouxe as cotações para a casa dos R$ 340,00 na primeira quinzena. Desse modo, atingindo R$ 344,60 nos dias (14) e (15).
Em abril, o preço médio da carcaça casada de boi atingiu o patamar mais elevado de toda a série histórica, iniciada em 2001, quando analisado em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI de março/26).
Ritmo de embarques rumo a recorde histórico
O grande motor por trás do suporte aos preços internos tem sido a força do comércio internacional. A demanda externa aquecida mantém os frigoríficos exportadores ativos na busca por matéria-prima, encurtando as escalas de abate.
Dados parciais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revelam que o Brasil já embarcou mais de 200 mil toneladas de carne bovina in natura no acumulado de maio. A média diária de embarques atingiu o patamar de 13,565 mil toneladas por dia útil. O salto de desempenho é expressivo quando comparado a maio de 2025, período em que a média diária ficou em 10,381 mil toneladas.
Por fim, analistas de mercado projetam que, caso o ritmo acelerado de carregamentos nos portos seja mantido nestes últimos dias úteis, o volume total escoado pelo Brasil pode romper a barreira das 270 mil toneladas. O número consolidaria o melhor resultado da história do país para um mês de maio, injetando otimismo na cadeia produtiva para o próximo trimestre.





