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Abril fecha com alta no preço da cesta básica em todas as capitais do Brasil; São Paulo segue com o custo mais elevado. Foto: agência brasil

Cesta básica fica mais cara em todas as capitais no mês de abril

Leite e feijão impulsionam o valor da cesta em abril, elevando o preço do conjunto de alimentos em todas as capitais do país

Pelo segundo mês consecutivo, o preço da cesta básica subiu em todas as capitais brasileiras e também no Distrito Federal no mês de abril. Porto Velho registrou a maior elevação média, com variação de 5,60%, seguida por Fortaleza (5,46%), Cuiabá (4,97%), Boa Vista (4,36%), Rio Branco (4,05%) e Teresina (4,02%).

Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, levantamento divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Em março deste ano, a pesquisa já havia apontado elevação em todas as capitais brasileiras.

No acumulado do ano, todas as capitais registraram alta no preço médio da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 1,56%, em São Luís, e 14,80%, em Aracaju.

Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta foi o leite integral, que aumentou em todas as capitais analisadas. A maior alta foi registrada em Teresina, onde a variação média chegou a 15,70%. Segundo a pesquisa, isso ocorreu pela redução da oferta no campo devido à entressafra, o que elevou o preço dos derivados lácteos.

O preço do feijão, por sua vez, teve alta em 26 capitais brasileiras, com exceção de Vitória, onde não variou. Além disso, outro produto que pesou no valor da cesta foi o tomate, que apresentou alta em 25 cidades, com quedas no Rio de Janeiro e Belo Horizonte e alta expressiva de 25% em Fortaleza.

Por outro lado, o pão francês, o café em pó e a carne bovina de primeira tiveram alta em 22 das 27 cidades analisadas.

São Paulo tem a cesta mais cara

Mais uma vez, a cesta básica mais cara do país foi a de São Paulo, onde o custo médio em abril foi R$ 906,14. Em seguida estavam as cestas de Cuiabá (R$ 880,06), Rio de Janeiro (R$ 879,03) e Florianópolis (R$ 847,26). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta difere, Aracaju registrou o menor valor médio (R$ 619,32). Seguida por São Luís (R$ 639,24), Maceió (R$ 652,94) e Porto Velho (R$ 658,35).

Por fim, com base na cesta mais cara do país, que em abril foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.612,49. Ou 4,70 vezes o mínimo de R$ 1.621 vigente.

Fonte: agência brasil