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O PIB cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026. A agropecuária foi o principal destaque, com alta de 2,8%, enquanto serviços e indústria também registraram variações positivas, ainda que mais moderadas. Foto: Ueslei Marcelino/reuters

PIB cresce 0,5% no segundo trimestre de 2026, avanço de 2% em relação ao mesmo período de 2025

Resultado do PIB no segundo trimestre de 2026 revela crescimento moderado frente aos primeiros três meses do ano

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 em relação aos três primeiros meses do ano, já com ajuste sazonal. Pela ótica da produção, a agropecuária foi o principal destaque, com alta de 2,8%, enquanto serviços e indústria também registraram variações positivas, ainda que mais moderadas.

Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o PIB avançou 2,0%. O resultado foi sustentado pelo desempenho da agropecuária, da indústria e dos serviços, além da contribuição positiva do valor adicionado e dos impostos sobre produtos líquidos de subsídios.

Agropecuária lidera o crescimento

A agropecuária cresceu 6,8% na comparação anual, impulsionada por ganhos de produtividade e por safras importantes de culturas como soja e café. Esses avanços compensaram o desempenho mais fraco de produtos como arroz e algodão, além da estabilidade do milho.

No recorte trimestral, o setor também foi o mais forte entre os grandes grupos da economia. O desempenho do campo ajudou a sustentar o resultado geral do PIB em meio à desaceleração de algumas atividades urbanas e industriais.

Indústria e serviços têm desempenho misto

A indústria cresceu 1,5% em relação ao segundo trimestre de 2025, com forte expansão das indústrias extrativas, puxadas pelo aumento na extração de petróleo e gás. A construção também avançou, mas indústrias de transformação e o segmento de eletricidade, gás, água e resíduos recuaram.

Nos serviços, o crescimento foi de 1,5% na comparação anual, com destaque para informação e comunicação, atividades imobiliárias e transporte. Por outro lado, comércio, serviços financeiros e administração pública mostraram variações mais fracas ou negativas em alguns casos.

Demanda interna, comércio exterior e acumulado

Pelo lado da demanda, a formação bruta de capital fixo cresceu 1,4% e o consumo do governo subiu 3,1%. Em contrapartida, o consumo das famílias teve leve alta anual, mas caiu 0,4% na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Desse modo, no setor externo, exportações e importações de bens e serviços cresceram na comparação anual, com destaque para a venda de produtos ligados à extração mineral, agropecuária e alimentos. No acumulado de quatro trimestres, o PIB avançou 1,9%, e, no primeiro semestre de 2026, a alta também foi de 1,9% frente ao mesmo período do ano anterior.

Fonte: IBGE