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Andy Serkis esclarece como a IA será utilizada em O Senhor dos Anéis: A Caçada a Gollum. O diretor reforça o valor da atuação humana e prioriza efeitos práticos na nova produção da saga. Foto: Divulgação/New Line Cinema

O SENHOR DOS ANÉIS: Andy Serkis explica se A Caçada a Gollum usará IA

Andy Serkis revela o papel limitado da IA em novo filme do Senhor dos Anéis, A Caçada a Gollum

A volta de Gollum ao cinema também traz uma discussão sobre tecnologia. Andy Serkis, que interpreta o personagem mais conhecido pela captura de movimento, revelou como a inteligência artificial (IA) será usada em O Senhor dos Anéis: A Caçada a Gollum.

O ator e diretor afirmou à Variety que a ferramenta terá participação limitada no longa e aproveitou para defender o valor da atuação humana em uma era de avanços digitais.

IA será uma ferramenta, não a protagonista do filme

A equipe de produção de O Senhor dos Anéis: A Caçada a Gollum utilizará a inteligência artificial apenas em situações específicas, como no rejuvenescimento digital de alguns personagens. Segundo Serkis, a tecnologia não criará cenas inteiras.

“Não estamos criando cenas com IA no nosso filme. Cada cena é produzida da forma tradicional.

Andy Serkis, intérprete de Gollum, à Variety.

A proposta do diretor é, sobretudo, manter elementos que ajudaram a definir a identidade visual da franquia, como miniaturas, próteses e efeitos práticos. Para ele, os recursos digitais devem complementar o trabalho dos artistas, e não substituir as técnicas que fazem parte da construção de um filme.

Captura de movimento continua dependendo dos atores

Mesmo acompanhando de perto a evolução da inteligência artificial, Serkis acredita que a tecnologia ainda não consegue reproduzir uma atuação completa. Portanto, na visão do ator, a captura de movimento continua sendo uma interpretação feita por pessoas, com escolhas criativas que dão personalidade aos personagens.

Entre os pontos destacados pelo diretor estão:

  • IA será usada apenas no rejuvenescimento de alguns personagens.
  • O filme continuará apostando em miniaturas, próteses e efeitos práticos.
  • A captura de movimento segue baseada na atuação dos atores.
  • A inteligência artificial pode beneficiar o cinema quando utilizada de forma responsável.

Por outro lado, Serkis também defendeu que o Oscar reconheça os trabalhos de captura de movimento nas categorias tradicionais, sem criar uma premiação separada.

“Já passou da hora”, disse o ator ao comentar o reconhecimento desse tipo de atuação.

Com O Senhor dos Anéis: A Caçada a Gollum, Serkis tenta unir ferramentas modernas e métodos tradicionais de produção. A mensagem deixada pelo diretor é que a tecnologia pode abrir novas possibilidades para o cinema, mas a criação de personagens ainda depende das escolhas e da sensibilidade dos artistas.

A Revolução dos Bichos também marcou a trajetória do diretor

Além do novo filme da Terra-média, Andy Serkis também comentou a chegada de “A Revolução dos Bichos”, animação baseada na obra de George Orwell que a equipe levou cerca de uma década para concluir.

O projeto enfrentou resistência e debates nos Estados Unidos por causa de diferentes interpretações políticas. O diretor explicou que a intenção não era defender um lado específico, mas discutir temas como abuso de poder, desinformação e a importância da verdade.

Fonte: olhar digital