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O dólar abriu em alta nesta sexta-feira, reagindo ao tarifaço de Trump sobre produtos brasileiros e ao aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Foto: AFP

Dólar abre em alta, após tarifaço de Trump e com dados econômicos no radar

Tarifaço de Trump impulsiona alta do dólar em meio à cautela dos investidores

Após o tarifaço de Donald Trump, o dólar abriu a sessão desta sexta-feira (17) em alta, com um avanço de 0,25% perto das 9h, cotado a R$ 5,1109. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começaram às 10h.

Investidores continuam a avaliar os possíveis efeitos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Além da taxa de 25% anunciada (15), o governo brasileiro reconhece que os EUA ainda devem aplicar uma tarifa adicional de 12,5% por falha em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Além disso, o presidente Lula também convocou ministros, na véspera, para discutir a posição do governo sobre a decisão dos EUA.

Na agenda econômica, o mercado também acompanha a divulgação de novos dados de atividade no Brasil, por meio do IBC-Br, indicador do Banco Central do Brasil. Nos EUA, o destaque fica com a produção industrial do país.

Por outro lado, no noticiário geopolítico, as atenções seguem voltadas para o conflito no Oriente Médio. O Irã atacou bases militares americanas em retaliação aos bombardeios recentes feitos pelos EUA. Os embates pelo controle do Estreito de Ormuz e outros temas também ajudam a aumentar a preocupação do mercado com os preços do petróleo no mercado internacional.

Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, subia 1,82%, cotado a US$ 85,76. Por outro lado, o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, tinha alta de 2,20%, cotado a US$ 80,69 por barril.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado:

Variação do dólar em 2026

  • Acumulado da semana: -0,20%;
  • Acumulado do mês: -1,25%;
  • Acumulado do ano: -7,11%.

Ibovespa

Variação do Ibovespa em 2026

  • Acumulado da semana: -1,04%;
  • Acumulado do mês: +2,32%;
  • Acumulado do ano: +9,24%.

Tarifaço de Trump

O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), a mando de Trump, confirmou, na noite (15), a aplicação de um tarifaço adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com uma extensa lista de itens isentos, e isso provocou a alta do dólar nesta sexta-feira (17). Ademais, a medida entra em vigor em 22 de julho.

A decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países.

No processo, o governo de Donald Trump afirma que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria.

Mesmo com as acusações, itens como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose ficaram fora da nova cobrança. A lista inclui produtos considerados sensíveis para a economia americana, seja pelo potencial impacto sobre preços, seja pela ausência de produção doméstica suficiente.

Segundo o USTR, o governo Trump tentou negociar com o Brasil ao longo do último ano, mas não obteve sucesso em derrubar as práticas que considera injustas.

Governo brasileiro contesta tarifaço de Trump