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92% das empresas vão priorizar soft skills na contratação de jovens até 2030. Entenda por que essas competências superam diplomas e o desafio atual de preparação desses talentos. Foto: Reprodução/Gemini

92% das empresas vão priorizar as soft skills na contratação de jovens até 2030

Soft skills tornam-se o diferencial decisivo para empresas que buscam recrutar jovens talentos

Nos próximos cinco anos, 92% das empresas vão priorizar as soft skills na contratação de jovens. É o que revela a pesquisa Panorama Juventudes e o Futuro do Trabalho 2026, realizada pelo Instituto Reciclar, ONG voltada à inclusão produtiva de jovens em situação de vulnerabilidade social no Brasil. Além disso, o estudo também aponta que 78% das organizações afirmam valorizar essas competências, até mesmo acima de um diploma formal.

O dado, segundo o diretor-executivo da instituição, Carlos Henrique Lima, evidencia um desafio social importante, pois, de acordo com o levantamento, 50% dos jovens enfrentam dificuldades relacionadas ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais, justamente um dos requisitos mais valorizados nos processos de contratação. “Isso representa um obstáculo relevante para o avanço da inclusão e da transformação social. Mesmo diante de políticas e iniciativas voltadas a esses públicos, presentes em 75% das empresas ouvidas”, comenta.

Na visão do especialista, há um atraso significativo entre a formação oferecida no período escolar e as competências socioemocionais exigidas pelas organizações já no momento da contratação. “As empresas procuram jovens capazes de se comunicar com clareza, solucionar problemas e se adaptar a diferentes contextos. Competências que nem sempre são encontradas e desenvolvidas ao longo do ensino fundamental e médio, além do técnico”, diz. “Especialmente entre os jovens que vivem em contexto de vulnerabilidade social”.

Expectativa versus realidade

Entre as principais habilidades citadas pelas empresas participantes da pesquisa estão responsabilidade e comprometimento (83%), postura profissional (50%), capacidade de resolver problemas (33%), comunicação clara e objetiva (33%) e noções básicas sobre o mundo do trabalho. Como ética, hierarquia e processos internos (25%).

“Elas indicam que esperam dos jovens recém-formados no ensino médio competências comportamentais consideradas essenciais para a adaptação ao ambiente corporativo”, explica. “Porém, muitas se deparam com jovens que ainda não sabem elaborar um currículo, se posicionar em uma entrevista ou se comunicar de forma adequada”.

Fonte: você rh