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Com o objetivo de proteger o mercado interno contra a instabilidade global, o governo estendeu por mais dois meses o imposto de 12% sobre a exportação de petróleo, medida que será reavaliada conforme a evolução dos conflitos no Oriente Médio. Foto: agência brasil

Imposto de 12% sobre exportação de petróleo é estendido por 60 dias

Tensões no Oriente Médio levam governo a prorrogar imposto sobre exportação de petróleo

Imposto de 12% sobre exportação de petróleo é estendido por 60 dias. Por mais dois meses, as exportações de petróleo bruto e minerais betuminosos (rochas e substâncias ricas em hidrocarbonetos) continuarão a ser tributadas. O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) decidiu (9) manter em 12% a alíquota do Imposto de Exportação sobre esses produtos.

Anunciada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a medida terá validade de até 60 dias e será reavaliada após 30 dias, diante da evolução do cenário internacional.

Segundo o governo, a deterioração da situação geopolítica no Oriente Médio, especialmente após a retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã e os novos episódios de instabilidade no Estreito de Ormuz, motivou a decisão.

Medida temporária

Em nota, o Mdic informou que a manutenção da alíquota busca preservar o abastecimento do mercado interno de combustíveis. E, além disso, garantir matéria-prima para o parque de refino nacional.

De acordo com a pasta, a decisão “busca a continuidade de condições adequadas de refino no país, de forma a proteger o mercado interno de possível desabastecimento de combustíveis”.

O ministério acrescentou que adotou a medida “diante da mudança recente das condições externas, especialmente após a deterioração do ambiente geopolítico no Oriente Médio, com novos episódios de tensão no Estreito de Ormuz”.

Contexto

O governo criou o imposto sobre a exportação de petróleo por meio de uma medida provisória (MP), editada em março para compensar a redução dos tributos federais sobre o diesel e amenizar os impactos da alta internacional dos combustíveis provocada pelo conflito no Oriente Médio.

A medida provisória, contudo, perdeu a validade (9). Como se trata de um tributo regulatório, o Gecex pôde manter a alíquota por decisão administrativa, sem necessidade de aprovação do Congresso Nacional.

Inicialmente, a equipe econômica pretendia reduzir gradualmente a cobrança até zerar o imposto, caso o preço internacional do petróleo permanecesse em patamar mais baixo.

Guerra muda cenário

O governo, no entanto, reviu a estratégia após a retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã. Que voltou a pressionar as cotações internacionais da commodity.

Nos últimos dias, o barril do petróleo Brent voltou a se aproximar da marca de US$ 80, refletindo as preocupações do mercado com possíveis interrupções no fornecimento global. Diante das tensões no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

Reavaliação

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na manhã (9) que o governo também reavalia o cronograma para retirada de subsídios relacionados aos combustíveis.

Segundo o ministro, a mudança no cenário internacional exige cautela antes de qualquer nova alteração na política adotada para o setor.

Por fim, a manutenção da alíquota de 12% será reavaliada pelo Gecex dentro de 30 dias. Considerando a evolução do conflito no Oriente Médio e seus efeitos sobre o mercado internacional de petróleo e combustíveis.

Fonte: agência brasil