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Governo de MS levará água às aldeias de Dourados. Agesul lançou (18) dois avisos de licitação que marcam o início de uma solução Foto: Secom/Gov.br

Fim da espera; Governo de MS lança 1ª licitação de obra que levará água às aldeias de Dourados

Governo de MS levará água às aldeias de Dourados

O Governo de MS, por meio da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), lançou (18) dois avisos de licitação que marcam o início de uma solução definitiva para levar água às aldeias de Dourados. Assim, a questão da segurança hídrica na reserva indígena de Dourados está muito próxima de se resolver.

Os editais da licitação que levará água às aldeias de Dourados preveem a perfuração de poços nas aldeias Jaguapiru e Bororó e são o início da implantação do projeto, cujo contrato foi assinado em janeiro de 2026, que contempla investimentos de R$ 50 milhões para levar água tratada diretamente para dentro das casas das duas comunidades, beneficiando quase 30 mil pessoas.

O vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destaca a expectativa diante do início efetivo da implantação deste projeto. “Levar água de qualidade às aldeias é reduzir desigualdades, promover cidadania e reafirmar que desenvolvimento só faz sentido quando alcança quem mais precisa”, afirmou.

Investir em saneamento é promover saúde

Segundo Barbosinha, o investimento em saneamento básico é uma das formas mais eficazes de promover saúde, dignidade e desenvolvimento social, especialmente em territórios que, por décadas, aguardaram por políticas públicas estruturantes.

“Esse é um esforço que envolve diálogo constante com o governo federal, não só na área de saneamento, mas também em habitação, pavimentação e infraestrutura. Temos casas sendo construídas nas aldeias e uma atuação institucional próxima e produtiva. O nosso objetivo é garantir que a água potável chegue a todas as residências indígenas, com segurança, dignidade e respeito às comunidades”, completou.

Os dois avisos de licitação foram publicados no Diário Oficial do Estado (DOE), com abertura marcadas para o dia 3 de junho. O investimento será de R$ 4,49 milhões em cada um, com recursos do Ministério dos Povos Indígenas, por meio de repasses da Caixa Econômica Federal. A execução da obra ficará sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog).

Cada contrato está dividido em duas frentes: uma para a perfuração dos poços e outra para a implantação da rede de distribuição de água. As próximas etapas do projeto já estão em análise na Caixa e devem ser anunciadas em breve.

O projeto foi elaborado integralmente pela Sanesul. As obras não se limitam à captação: incluem também reservatórios, adutoras e toda a estrutura necessária para que o abastecimento seja contínuo e confiável, algo que a população indígena nunca teve. É a garantia à população indígena de que a água chegue com qualidade e regularidade a cada família.

Saúde e segurança hídrica

Mais do que uma obra de engenharia, o projeto elaborado pela Sanesul representa um avanço estrutural em saúde pública. Além disso, traz dignidade e qualidade de vida para centenas de famílias. A princípio, as intervenções tem objetivo de atender o crescimento demográfico das aldeias até 2033. O objetivo é garantir, então, regularidade, segurança e eficiência no fornecimento de água tratada.

De acordo com o secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, a obra representa um marco. Definitivamente, sinaliza a execução de políticas públicas para os povos originários. “Estamos falando de um projeto completo, que vai da perfuração dos poços à distribuição nas casas. É uma estrutura que garante água de qualidade, com pressão e continuidade. Mas, mais do que isso, é dignidade voltando para quem nunca teve acesso a um direito tão básico. Ver essa obra saindo do papel é saber que estamos mudando a vida de milhares de famílias”, destacou o secretário.

Demanda histórica das comunidades indígenas

O secretário de Estado de Cidadania, José Francisco Sarmento Nogueira, destaca que este é mais um passo concreto para enfrentar uma demanda histórica das comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul.

“Estamos falando de um investimento essencial para garantir acesso à água potável, promovendo saúde, dignidade e qualidade de vida para milhares de famílias indígenas. Essa é uma ação de compromisso social, de respeito aos direitos fundamentais e de fortalecimento do olhar atento do Governo do Estado para as necessidades das comunidades indígenas”, afirmou.

Desde o ano passado, o Governo do Estado vem atuando de forma emergencial para atender às famílias que sofrem com a falta de água. Além de manter o abastecimento dos reservatórios com caminhões-pipa, por meio da Sanesul, as moradias que estão com o fornecimento interrompido recebem água conforme a necessidade, garantindo que nenhuma casa fique desabastecida.

Perfuração de poços nas aldeias

A Defesa Civil executa o trabalho local, que vai em cada casa com o apoio dos agentes indígenas de saneamento. Também houve perfuração de dois poços, um em cada aldeia, juntamente com a instalação dos respectivos reservatórios.

O diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, reforça que este é um importante passo. Afinal, busca a solução do desafio enfrentado pelas comunidades. “Por determinação do governador Eduardo Riedel, a Sanesul está colaborando diretamente com o processo. Além disso, participamos ativamente das discussões. Fizemos, também, todo o estudo técnico e os projetos das obras. Certamente, serão investimentos importantes para a comunidade indígena e toda a região”, avaliou.

A expectativa agora é que a água potável se torne parte do dia a dia para as famílias que vivem na reserva indígena. Afinal, as obras devem avançar ainda neste semestre.

“Para Dourados e para Mato Grosso do Sul, esse início de licitação representa reparação e inclusão. Além disso, sinaliza a construção de um futuro mais justo para as comunidades indígenas da Jaguapiru e Bororó. Buscamos, então, o respeito à sua história, cultura e direitos”, finaliza o vice-governador.

Fonte: Secom/Gov.br