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Frio intenso provoca a morte de mais de 80 bovinos em MS. O maior impacto foi registrado no município de Nova Andradina, onde 74 animais morreram em quatro propriedades distintas. Foto: Reprodução/Shutterstock

Frio intenso provoca a morte de mais de 80 bovinos em Mato Grosso do Sul

Onda de frio em MS provoca hipotermia, principal causa da morte de bovinos no estado; entenda o fenômeno

A recente onda de frio que causou a morte de bovinos em Mato Grosso do Sul (MS) acendeu o sinal de alerta entre produtores rurais e autoridades sanitárias. A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) está investigando o ocorrido em cinco propriedades rurais do estado, após as temperaturas caírem drasticamente, com marcas térmicas abaixo de 7°C e sensação de frio próxima a 0°C em algumas regiões.

O maior impacto foi registrado no município de Nova Andradina, onde 74 animais morreram em quatro propriedades distintas. Por outro lado, as outras nove mortes ocorreram em uma fazenda localizada em Angélica.

Por que os animais morreram?

A principal linha de investigação da Iagro aponta para a hipotermia, uma condição médica severa causada pela perda excessiva de calor corporal. Além disso, ventos fortes e umidade agravam o quadro quando acompanham a queda brusca de temperatura.

A vulnerabilidade dos animais é influenciada por fatores como:

  • Falta de abrigo: pastagens totalmente abertas deixam o gado exposto ao vento e à chuva.
  • Idade e saúde: animais mais jovens ou debilitados sentem o impacto do frio mais rapidamente.
  • Estado nutricional: bois mal alimentados não têm reservas de energia suficientes para gerar calor corporal.

Recomendações e manejo preventivo

Como o alerta para novas frentes frias permanece ativo, a Iagro reforçou a importância de adotar medidas imediatas de manejo para proteger os rebanhos e evitar prejuízos econômicos.

As principais orientações incluem:

  • Criação de barreiras contra o vento: disponibilizar áreas com capões de mata ou proteções naturais para o gado se abrigar.
  • Suplementação alimentar: reforçar a dieta dos animais com foco em energia para ajudá-los a combater o estresse térmico.
  • Afastamento de áreas de risco: evitar manter os lotes em pastos totalmente abertos ou muito próximos a rios e córregos durante as madrugadas mais frias.
  • Atenção aos vulneráveis: separar os animais mais fracos ou jovens para um acompanhamento veterinário mais próximo.

Por fim, o rigor do clima não é uma novidade total para o setor no estado. Em 2023, Mato Grosso do Sul enfrentou uma crise severa que resultou na perda de mais de 2,5 mil bovinos em condições climáticas semelhantes, justificando a preocupação redobrada dos pecuaristas para a atual temporada.

Fonte: olhar digital/Iagro