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Entenda por que a convivência de gerações tornou-se um diferencial competitivo e como essa mistura potencializa resultados no mercado de trabalho. Foto: Reprodução

DIVERSIDADE GERACIONAL: Como a convivência de gerações transforma o mercado de trabalho

A convivência entre gerações no mercado de trabalho tem desafios, mas pode ser valiosa para todas as partes; entenda

A convivência de diferentes gerações no mercado de trabalho pode ser um desafio, em função da bagagem que cada um carrega, mas, com empatia, flexibilidade e, melhor, com disposição para enxergar o que o outro pode acrescentar na rotina profissional, pode ser algo valioso para todas as partes. No filme Um Senhor Estagiário (2015), o personagem Ben Whittaker, de 70 anos, vivido por Robert de Niro, é contratado como estagiário e, logo no início, enfrenta dificuldades para trabalhar com colegas mais jovens, inclusive sua chefe, Jules Ostin, interpretada por Anne Hathaway, que comanda um site de moda. Aos poucos, com sabedoria e senso de humor, ele conquista a atenção e o respeito de todos e o dia a dia se torna melhor.

Vida real não é vida de filme, mas as vantagens de gerações distintas buscarem o equilíbrio nas relações em prol de tornar o trabalho melhor são as mesmas em qualquer cenário. Marcia Monteiro, fundadora da Geração Ilimitada® e especialista em Diversidade Geracional e tendências 50+, enxerga o encontro de gerações no ambiente profissional como uma grande soma de repertórios: “Cada uma delas traz vivências, habilidades e visões de mundo que, muito antes de serem conflitantes, são complementares. Toda organização quer ser inovadora e produtiva. Quando você tem essa diversidade de competências e experiências nas equipes, alcança resultados melhores. Os ganhos são coletivos e individuais”, afirma.

A especialista aponta que vivemos em um mundo no qual a longevidade será cada vez maior, não apenas em anos de vida, mas na qualidade desses anos

“Um estudo do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostrou que até 2040, 50% da força de trabalho brasileira terá mais de 50 anos. As mudanças do mercado de trabalho e do mercado consumidor precisam ser compreendidas já. Não contar com diversidade geracional no quadro de colaboradores é desperdício de conhecimento e de experiências”, diz Monteiro.

DIVERSIDADE GERACIONAL: como a convivência de gerações transforma o mercado de trabalho

A empresária Bete Marin, 55 anos, cofundadora da MV Marketing, agência focada no público 50+, de São Paulo (SP), até pelo escopo do próprio trabalho, é árdua defensora do mix geracional em empresas. No entanto, em vez de se concentrar nas diferenças entre as gerações, ela acredita na importância de se olhar as similaridades, o que várias gerações juntas têm em comum, onde convergem, não no que divergem.