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Chefe do PCC foi enviado a presídio em Campo Grande. Traficante foi expulso da Bolívia e chegou ao estado (27) Foto: Fábio Rodrigues/ TV Morena

Gerson Palermo, chefe do PCC que ficou foragido por 6 anos, é enviado ao Presídio Federal em MS

Chefe do PCC foi enviado a presídio em Campo Grande

O chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), Gerson Palermo, foragido há seis anos e preso na Bolívia (26), foi enviado ao Presídio Federal em Campo Grande. Ele passou por audiência de custódia (28).

Palermo deixou a superintendência da PF e foi levado por policiais penais federais até o Fórum de Campo Grande. Por volta das 9h30, deixou o prédio e seguiu para a Penitenciária Federal.

O traficante passou a primeira noite em Mato Grosso do Sul, na Superintendência da Polícia Federal, em Campo Grande. Ele foi expulso da Bolívia e chegou ao estado (27).

Segundo a Polícia Federal, os agentes não levaram o preso diretamente à unidade prisional (27). Visto que a Justiça Federal ainda não havia autorizado a vaga.

Presídio federal

A cela onde Gerson Palermo ficará, inicialmente, tem 7 metros quadrados. Ao chegar ao presídio federal, Palermo deve passar pelo Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), etapa inicial de isolamento prevista no sistema prisional federal, conhecida como período de “quarentena”.

Nesse período, ele ficará isolado por 20 dias para avaliação interna. Em seguida, haverá transferência para um pavilhão, onde poderá tomar banho de sol por até duas horas diárias, com no máximo 12 presos.

Ele também poderá receber visitas por até três horas por semana e atendimento de advogados por uma hora semanal.

Condenação e histórico criminal

Gerson Palermo é um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Atualmente, ele responde por crimes graves no país. De fato, a ficha inclui o tráfico internacional de drogas e a associação criminosa. Ademais, pesam contra o acusado registros de assaltos a bancos.

Entre os principais processos, está o sequestro de um avião da antiga Vasp, ocorrido em 2000. Na ocasião, os criminosos desviaram a aeronave. Posteriormente, a quadrilha forçou o piloto a pousar no Paraná.Com o propósito de consolidar o crime, a ação resultou no roubo de R$ 5,5 milhões.

Mais tarde, em 2017, ele também foi alvo da Operação All In. A grande mobilização ocorreu por meio da Polícia Federal. Em resumo, os agentes federais investigaram um esquema criminoso, visto que a quadrilha realizava o tráfico internacional de drogas entre Bolívia e Brasil.

Palermo estava foragido desde abril de 2020. Naquele momento, o acusado deixou o sistema prisional de Campo Grande após obter o benefício da prisão domiciliar. Contudo, ele rompeu a tornozeleira eletrônica poucas horas depois. Por causa disso, o condenado passou a fugir ativamente das autoridades policiais brasileiras. De fato, o criminoso integrava a lista dos mais procurados do país. Seu nome constava no Sistema Único de Segurança Pública.

Fonte: G1