No momento, você está visualizando Projeto da Câmara garante ao paciente acesso a dados de remédios aplicados em hospitais
Projeto em análise na Câmara propõe mais rigor na administração de remédios em hospitais e garante aos pacientes acesso completo aos dados do tratamento. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Projeto da Câmara garante ao paciente acesso a dados de remédios aplicados em hospitais

Proposta na Câmara exige registro detalhado de remédios e prevê mais rigor na administração de fármacos em hospitais, garantindo o acesso aos dados

Em análise na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 74/26 garante que pacientes tenham acesso a dados sobre todos os remédios administrados em hospitais públicos e privados, assegurando informações claras e atualizadas a eles ou seus representantes legais.

O texto determina que os dados deverão incluir o nome genérico e comercial do medicamento, o princípio ativo, a dosagem, a via de administração, os horários, o número do lote, a data de validade e a identificação do profissional responsável.

Segundo o autor da proposta, deputado Cleber Verde (MDB-MA), as medidas reforçam a segurança e a transparência nos hospitais. Na justificativa, ele cita episódios recentes envolvendo falhas na administração de medicamentos.

Outros pontos

A preparação da medicação deverá ocorrer na presença do paciente ou de seu representante legal, sempre que técnica e clinicamente possível. Quando isso não for possível, a razão deverá ser registrada no prontuário.

Nos casos de emergência, urgência, terapias intensivas ou situações de risco iminente à vida, a administração do medicamento deverá ocorrer, sempre que possível, na presença de, no mínimo, dois profissionais de enfermagem habilitados. O enfermeiro deverá supervisionar o técnico de enfermagem.

Os estabelecimentos de saúde deverão adotar protocolos internos e implementar mecanismos de controle, além de promover treinamentos. Ademais, o descumprimento das regras poderá gerar sanções administrativas, civis, éticas e penais.

Próximos passos

As comissões de Saúde, de Constituição e Justiça e de Cidadania analisarão o projeto em caráter conclusivo. Para virar lei, a Câmara e o Senado terão de aprová-lo.

Por fim, durante a tramitação nas comissões, os deputados podem realizar audiências públicas para ouvir especialistas, profissionais de saúde e representantes da sociedade civil antes de votar o parecer. Esse processo permite o aperfeiçoamento do texto e a inclusão de sugestões que podem ajustar pontos técnicos e operacionais da proposta.

Fonte: agência câmara