Eliminação precoce para a Noruega expõe dificuldades do Brasil diante de europeus e pressiona trabalho de Ancelotti
O Brasil voltou a se despedir cedo de uma Copa do Mundo, após eliminação precoce para a Noruega. A Seleção Brasileira perdeu por 2 a 1 para os europeus nas oitavas de final do Mundial de 2026, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, e deu adeus ao sonho do hexacampeonato. O resultado iguala a pior campanha do país em Copas desde 1990, quando caiu para a Argentina também nas oitavas de final, e amplia a sequência de eliminações para seleções europeias em confrontos decisivos.
A eliminação precoce aumenta a pressão sobre o trabalho do técnico Carlo Ancelotti, que assumiu a equipe cercado de expectativas para liderar a reconstrução da Seleção. Apesar da classificação na fase de grupos, o Brasil voltou a demonstrar dificuldades diante de um adversário europeu em um mata-mata e não conseguiu reagir após sofrer a virada.
Brasil perde chance clara e desperdiça pênalti no início do jogo
O duelo começou equilibrado, mas a primeira grande oportunidade foi brasileira. Aos 13 minutos do primeiro tempo, Matheus Cunha sofreu pênalti após revisão do árbitro pelo VAR. Bruno Guimarães assumiu a cobrança, bateu no canto esquerdo, sem força, e viu o goleiro norueguês defender, desperdiçando a melhor chance da Seleção abrir o placar.
Brasil pressionou, mas seguiu com dificuldades no ataque
Na volta do intervalo, a Seleção iniciou a etapa final pressionando a Noruega. A entrada de Endrick no lugar de Matheus Cunha aumentou a intensidade ofensiva e o Brasil esteve perto de marcar nos primeiros minutos. Entretanto, ao adiantar suas linhas, a equipe passou a oferecer mais espaços para os contra-ataques adversários.
A Noruega aproveitou o momento. Após cruzamento pela direita, Erling Haaland apareceu livre na área para cabecear sem chances para Alisson e abrir o placar. Pouco depois, o atacante voltou a balançar as redes ao acertar um chute de fora da área. Ampliando a vantagem e deixando a classificação brasileira ainda mais distante.
Buscando uma reação, Carlo Ancelotti promoveu a entrada de Neymar na metade do segundo tempo. O camisa 10 tentou dar mais criatividade ao setor ofensivo, mas encontrou uma defesa norueguesa bem organizada. Apenas nos acréscimos, o Brasil conseguiu diminuir a diferença, quando Neymar converteu uma cobrança de pênalti, sem tempo para evitar a eliminação.
Noruega mantém tabu histórico sobre o Brasil
Além da classificação às quartas de final, a Noruega manteve um retrospecto histórico favorável diante da Seleção Brasileira. Os noruegueses seguem sem nunca terem sido derrotados pelo Brasil em confrontos oficiais, ampliando um tabu que atravessa décadas.
O resultado também reforça um cenário que se tornou recorrente para o futebol brasileiro nas últimas Copas. Desde a conquista do pentacampeonato, em 2002, todas as eliminações da Seleção em fases de mata-mata ocorreram diante de equipes europeias. Prolongando um jejum que já dura mais de 20 anos.
Com a eliminação nas oitavas de final, o Brasil registra sua campanha mais decepcionante em Mundiais desde 1990, quando também caiu na primeira fase eliminatória. Nas edições seguintes, a equipe havia alcançado, no mínimo, as quartas de final.
Por fim, a derrota deve provocar uma série de debates sobre o desempenho da equipe, o planejamento para o próximo ciclo e a continuidade do trabalho da comissão técnica. Enquanto o Brasil encerra sua participação de forma precoce, a Noruega segue viva na disputa pelo título e enfrentará nas quartas de final a Inglaterra.
Fonte: valor econômico





