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Banco Mundial revê de 2% para 1,9% crescimento do PIB do Brasil em 2026. Para 2027, o prognóstico ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi revisto de 2,3% para 2%. Foto: Reuters/Jonathan Ernst

Banco Mundial revê de 2% para 1,9% crescimento do PIB do Brasil em 2026

Banco Mundial reduz estimativas para o PIB do Brasil em 2026 e 2027

O Banco Mundial revisou a projeção do PIB do Brasil de 2% para 1,9% em 2026, dada a desaceleração aguardada no consumo. Para 2027, o prognóstico ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi revisto de 2,3% para 2%.

A expectativa, contudo, é que a atividade volte a ganhar tração a partir de 2027, em virtude da queda dos juros, porém em ritmo inferior às projeções divulgadas em janeiro.

Impactos geopolíticos e commodities

No relatório divulgado (11), no qual atualiza as previsões de crescimento global, o Banco Mundial observa que o choque do petróleo, na esteira da escalada dos conflitos no Oriente Médio, tem impacto limitado na América Latina. Isso porque algumas grandes economias da região, como o Brasil, são exportadoras líquidas de commodities energéticas.

Por outro lado, o relatório destaca as pressões inflacionárias decorrentes do conflito. Exigindo respostas de política econômica dos países, incluindo teto de preços e subsídios a combustíveis.

Cenário regional e riscos globais

O Banco Mundial revisou de 2,3% para 2,2% a previsão ao crescimento da América Latina e Caribe como um todo neste ano. Apontando riscos elevados referentes à desaceleração da economia global, em especial Estados Unidos e China, num contexto de juros altos por mais tempo no mundo.

Desafios fiscais e perspectivas de longo prazo

Conforme o relatório, com a inflação alta em alguns países, o espaço para cortes de juros varia entre as economias. Em paralelo, restrições fiscais reduzem a capacidade dos governos em estimular a atividade. Dessa forma, tornando também mais custoso amortecer o aumento nos preços dos combustíveis.

Por fim, a mensagem da instituição é de que o crescimento da América Latina tende a permanecer baixo se não houver reformas que elevem tanto a produtividade quanto os investimentos e a qualificação de capital humano. Além do ambiente de negócios.

Fonte: infomoney