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Entre pautas econômicas e debate sobre o STF, Tereza Cristina constrói caminho próprio na eleição para a presidência do Senado. Foto: agência senado/Wikimedia Commons

Tereza Cristina mantém candidatura e vira “3ª via” ao comando do Senado

Tereza Cristina mantém nome articulado nos bastidores do Senado e mira votos do Centrão para tentar chegar ao segundo turno

A tentativa da oposição de unificar uma candidatura contra a recondução de Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência do Senado falhou e, por ora, a oposição deverá ter dois nomes na disputa: o líder da oposição na Casa, senador Rogério Marinho (PL-RN), e a senadora Tereza Cristina (PP-MS).

Marinho e Tereza se reuniram na semana passada, na tentativa de que, como mostrou a CNN, um dos dois desistisse, mas não houve acordo.

O senador lançará o nome dele oficialmente na quarta-feira (4), enquanto Tereza pretende manter seu nome posicionado em uma candidatura articulada nos bastidores. A eleição ocorre no dia 1 de fevereiro.

Segundo os aliados dela, a senadora aposta em ser uma espécie de “terceira via” entre o candidato governista, Davi Alcolumbre, e o oposicionista Rogério Marinho.

Tereza Cristina busca ampliar apoio entre os senadores

Muito embora também seja de oposição, a candidatura de Tereza é vista por parte dos senadores como alguém que tem maior trânsito com todos os setores da Casa, inclusive com governistas. Seus defensores calculam que, ao contrário de Marinho, Tereza conseguiria ampliar sua candidatura e entrar nos partidos do Centrão que têm resistência a Marinho. Mas que também não desejam a recondução de Alcolumbre.

Aliados, ela tem dito que manterá seu nome pois não aceita nem o bloqueio da agenda de impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) com Alcolumbre, nem que essa seja a agenda prioritária do Senado a partir do ano que vem, como defende Marinho.

Tereza defende a discussão sobre o impeachment de ministros e também propõe que o Congresso debata uma ampla agenda de reformas econômicas no próximo ano.

Nas contas de seus aliados, nem Alcolumbre nem Marinho têm hoje os 41 votos necessários e há na planilha de ambos senadores votando nos dois.

A estratégia dela é manter a candidatura até o fim para ganhar musculatura e, adiante, tentar convencer Marinho a ceder, retirar a candidatura e apoiá-la.

Fonte: cnn