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Leilão de transmissão de energia promovido pelo governo deve gerar mais de 20 mil empregos. Foto: Divulgação/Axia

Governo realiza leilão de transmissão de energia que prevê R$ 8,9 bilhões em investimentos

Governo lança leilão de transmissão de energia para reforçar o abastecimento em sete estados brasileiros

O governo federal realizou (30) um leilão de transmissão de energia elétrica com previsão de R$ 8,9 bilhões em investimentos em sete estados brasileiros.

O certame prevê a implantação de 1.866 quilômetros de novas linhas de transmissão e seccionamentos, além da geração estimada de 20,3 mil empregos durante a execução das obras.

O leilão está sendo realizado desde as 10h, na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, e organizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os projetos estão distribuídos por Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo.

Além da construção de novas estruturas, o certame contempla a continuidade da operação de 483 quilômetros de linhas de transmissão existentes. Os empreendimentos têm como objetivo ampliar a capacidade de atendimento ao consumo, permitir o escoamento da energia gerada no país e, por outro lado, reforçar a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN), rede que conecta a maior parte do sistema elétrico brasileiro.

As concessões terão duração de 30 anos. Além disso, os prazos previstos para a entrada em operação das instalações variam de 42 a 60 meses, contados a partir da assinatura dos contratos.

Quais estados receberão os maiores investimentos?

Os projetos concentram R$ 4,113 bilhões em investimentos, com 1.167 quilômetros de linhas de transmissão e previsão de 8.225 empregos.

Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), as obras deverão reforçar o atendimento ao Mato Grosso do Sul e ampliar a capacidade de escoamento da geração de energia.

Em São Paulo, um projeto voltado ao atendimento da Região Metropolitana da capital prevê R$ 1,071 bilhão em investimentos. O empreendimento contempla 45 quilômetros de linhas e estimativa de 2.676 empregos.

No Paraná, outros dois projetos somam R$ 1,46 bilhão, com 177 quilômetros de novas linhas e previsão de 3.336 empregos. As instalações deverão beneficiar a Região Metropolitana de Curitiba e, além disso, as regiões Oeste e Sudoeste do estado.

No Nordeste, os empreendimentos exclusivos da Bahia e da Paraíba representam R$ 1,16 bilhão em investimentos. São 351 quilômetros de novas linhas, com estimativa de 3.132 empregos.

As obras deverão ampliar a capacidade de atendimento ao Sul e Centro-Sul da Bahia e ao Sertão paraibano.

Outro projeto, que conecta Bahia e Goiás, prevê R$ 317 milhões em investimentos, 126 quilômetros de linhas e geração estimada de 792 empregos. O objetivo, portanto, é reforçar o fornecimento de energia ao Nordeste goiano.

Em Rondônia, estão previstos R$ 753,2 milhões em investimentos e a geração de 2.151 empregos. Ademais, as intervenções serão realizadas na subestação Coletora Porto Velho, com o objetivo de ampliar a estabilidade do sistema de transmissão que atende Rondônia e Acre.

Investimentos em transmissão somam R$ 69,6 bilhões entre 2023 e 2026

O leilão faz parte de um ciclo de expansão da infraestrutura de transmissão de energia elétrica no país.

Segundo o governo federal, os investimentos estimados para o setor entre 2023 e 2026 somam R$ 69,64 bilhões em valores originais. Por outro lado, quando corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o montante chega a R$ 77,54 bilhões.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a ampliação da rede de transmissão busca acompanhar o crescimento da demanda por eletricidade e criar condições para novos empreendimentos.

“Esse ciclo de investimentos amplia os caminhos da energia. Fortalece a segurança do abastecimento. E cria condições para novos empreendimentos e empregos”, afirmou o ministro, em comunicado.

As linhas de transmissão são responsáveis por transportar grandes volumes de energia elétrica das usinas geradoras até os centros de consumo e as redes de distribuição.

A expansão dessa infraestrutura é necessária para conectar novos empreendimentos de geração ao sistema e, dessa forma, ampliar a capacidade de transporte de energia entre diferentes regiões do país.

Após o leilão, os vencedores ficarão responsáveis pela implantação e operação dos empreendimentos, conforme as condições dos contratos de concessão.

Por fim, a conclusão das obras dependerá dos cronogramas de cada projeto. Com previsão de entrada em operação entre três anos e meio e cinco anos após a assinatura dos contratos.

Fonte: exame