O Sistema Comércio MS (Fecomércio-MS, Sesc MS e Senac MS) oficializou (2) uma parceria estratégica para a revitalização do Horto Florestal, unindo esforços com o Conselho da Comunidade de Campo Grande (CCCG/MS) para promover a zeladoria do espaço e a ressocialização de internos do regime semiaberto. A iniciativa, idealizada pelo juiz Albino Coimbra Neto, da 2ª Vara de Execução Penal, já conta com 15 detentos atuando na manutenção da área de 4,3 hectares localizada na região central da Capital.
De acordo com o presidente do Sistema Comércio MS, Edison Araújo, a assinatura do convênio marca o início efetivo das obras
“Há seis meses nós assinamos essa intenção de parceria com a Prefeitura Municipal. Para a revitalização completa do Horto Florestal, até que na semana passada recebemos a chave para que a gente pudesse começar as reformas. E hoje estamos firmando esse nosso convênio com o juiz Albino Coimbra, no sentido de fazer essa parceria com o sistema prisional. Hoje estamos com 15 pessoas trabalhando aqui na limpeza e, posteriormente, poderemos utilizá-las em outras partes da reforma”, afirmou.
O projeto conta ainda com a parceria da Polícia Militar Ambiental e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Além do acompanhamento do Poder Judiciário, garantindo fiscalização e responsabilidade social.
Segundo Edison Araújo, a proposta é preservar o patrimônio ambiental existente e transformar o espaço em referência de lazer e convivência para a população. “Do gradil para dentro, a responsabilidade é nossa. Primeiro conservar o inventário de árvores e plantas já existentes e depois promover melhorias que sejam interessantes para a comunidade, como a área de shows, os espelhos d’água, espaço para crianças, parquinho, academia ao ar livre. Isso aqui será motivo de orgulho para Campo Grande”, destacou.
O investimento inicial previsto é de aproximadamente R$ 3,5 milhões para manutenção, reformas estruturais, recuperação de calçamento interno e externo e construção de novos equipamentos. A expectativa é que parte significativa das melhorias seja entregue já no segundo semestre, entre julho e agosto.
Para o juiz Albino Coimbra Neto, a parceria fortalece o processo de ressocialização e beneficia toda a sociedade
“Como vocês estão vendo, eles já estão trabalhando desde o primeiro dia. Além da limpeza, poderão atuar em serviços pontuais de reforma. Haverá empresa contratada para a obra maior, com engenheiro responsável, e essa empresa também poderá contratar a mão de obra prisional, porque existe essa possibilidade legal”, explicou.
O magistrado ressaltou que o regime semiaberto permite o trabalho externo, desde que haja fiscalização rigorosa e seleção criteriosa dos internos. “O sistema funciona. O Parque dos Poderes, o Parque das Nações Indígenas e o campus da UFMS são mantidos com mão de obra prisional. Para isso dar certo, há avaliação da unidade prisional, autorização judicial e acompanhamento diário. A cada ano trabalhado, o preso reduz 104 dias da pena. É isso que eles querem e é o que a sociedade espera: que trabalhem e, por meio do trabalho, tenham consciência do seu papel perante a sociedade”, concluiu.
A iniciativa reforça, contudo, o compromisso do Sistema Comércio MS com o desenvolvimento urbano sustentável, a responsabilidade social e a valorização de espaços públicos estratégicos para a qualidade de vida da população de Campo Grande.
Fonte: Fecomércio-MS/Sesc MS




