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Em debate na Câmara, empresários pedem cautela e transição gradual para a redução da jornada de trabalho, defendendo o fortalecimento de negociações coletivas. Foto: Reprodução/EPTV

Fim da Escala 6×1: Empresários criticam redução de jornada em ano eleitoral e pedem transição

Em ano eleitoral, empresários criticam celeridade e cobram cautela na redução da jornada de trabalho

Representantes de empresários de diversos setores da economia criticaram o debate sobre a redução da jornada de trabalho em ano eleitoral e pediram um período de transição para a implementação da medida (18).

As confederações de empregadores participaram da comissão especial da Câmara dos Deputados que discute a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para reduzir a jornada de trabalho e acabar com a escala 6×1. Nesta terça-feira (19), será a vez dos representantes dos trabalhadores participarem.

“Nunca fomos contra a discussão do tema. Apenas firmamos um posicionamento entendendo que a discussão ficou açodada em período eleitoral. E que ela deveria amadurecer”, afirmou Alexandre Herculano Coelho de Souza Furlan, diretor da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Luciana Diniz Rodrigues, advogada da Diretoria Jurídica e Sindical da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), disse ser a favor de uma “debate efetivo”.

“Que a gente estimule o debate, não em um período tão corrido, em um período tão urgente como é o eleitoral”, afirmou.
“A gente tem que ter um olhar mais amplo. Uma discussão mais apurada e mais aprofundada sobre essa questão para não decidir no calor da emoção de um ano eleitoral”, disse Rodrigo Hugueney do Amaral Mello, coordenador Trabalhista da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O governo Lula trata a PEC como prioridade para 2026 e conta com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para aprová-la.

O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-PB), deve apresentar seu parecer na quarta-feira (20). A ideia é, contudo, votar o texto na comissão especial no dia 26 de maio.

Transição

Além de postergar o debate, os representantes do setor empresarial pediram um período de transição para a implementação da medida. Sob a justificativa de que não é possível absorver o impacto econômico da redução de jornada de forma imediata.