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Presidente da COP27 e ministro das Relações Exteriores do Egito, Sameh Soukri

Presidente da COP27 reconhece poucos avanços nas negociações

Países participantes e entidades internacionais negociam para fechar um acordo com metas para a preservação do planeta

A presidência da 27ª COP27  (Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas) reconheceu nesta segunda-feira (14) que há poucos avanços nas negociações da cúpula e que ainda há “trabalho pela frente para obter resultados”, quando o evento entra na última semana.

Dessa forma, em apresentação, o presidente da COP27 e ministro das Relações Exteriores do Egito, Sameh Soukri, cobrou todas as partes – mais de 190 entre países, entidades internacionais e grupos regionais – a utilizarem “todos os meios disponíveis” para obter rascunhos dos acordos antes da próxima quarta-feira (16).

Por isso, o  principal objetivo almejado do chanceler do país africano que fechado até a próxima segunda-feira (21) uma declaração que contenha “decisões ambiciosas”.

“Concluímos os trabalhos em vários temas, mas ainda falta trabalho pela frente, se queremos obter resultados significativos e tangíveis de que possamos ficar orgulhosos. Temos que mudar de direção e complementar as discussões técnicas com outras de compromissos políticos”, disse Soukri.

Nesse sentido, o chanceler apontou que o trabalho que resta por abordar nos próximos dias passa por três vias paralelas:

Por exemplo, a continuação das negociações técnicas para ter material “a que possam incluir os acordos políticos” e a continuação das “consultas ativas” entre os distintos grupos que trabalham na relação final, para acrescentar “os assuntos que foram surgindo” nos comitês temáticos de menor apelo.

Por último, segundo Soukri, preciso “continuar as consultas centradas em temas políticos chave ainda sem resolver”.

Tudo isso deveria estar resolvido, disse o chanceler, antes da última quarta-feira à tarde, para poder passar para os detalhes do documento e as conclusões finais antes da última sexta-feira, data prevista para o fim da COP27.

“O objetivo  ter conclusões e decisões substanciais, que constituam o fim da conferência de Sharm el Sheikh. Recebemos fortes mensagens da ciência e das pessoas na frente de luta sobre os custos da falta de ação de climática. E também para que tomemos ambiciosas decisões que se transfiram em programas que possam ser aplicadas com velocidades”, disse Soukri.

“O tempo não está do nosso lado e o mundo olha. É hora de nos unirmos e cumprir”, concluiu o chanceler.

Fonte: r7